CAPÍTULO 03
uma produção Web Mundi
novela criada e escrita por
FELIPE ROCHA
CENA 01: HOSPITAL DR. ALBERT EINSTEIN - QUARTO 520 A - INTERIOR - DIA
Apolo chega ao hospital segurando um buquê de flores. Ele vai até o quarto onde está Mariana. Por enquanto, a menina está inconsciente. Quando chega no quarto, derrama lágrimas e aperta a mão da namorada. Apolo deixa o buquê de flores perto da cama. Logo, Elisinha chega e se surpreende:
ELISINHA— Apolo, o que você faz aqui?
APOLO— Dona Elisinha, eu sou o namorado da sua filha.
ELISINHA — Um namorado que não acompanhou a Mariana na ambulância...
APOLO — Desculpe. Eu já disse que estava encarregado de tarefas no trabalho. Mas agora eu estou aqui, eu até trouxe um buquê de flores pra ela.
Elisinha, com ódio, diz:
ELISINHA — Não precisamos de nada, agora a Mariana está incapaz de cheirar flores. Veja-a, ela está inconsciente! Vá embora daqui! E volte quando ser permitido.
APOLO — Dona Elisinha, eu já disse que...
ELISINHA — (corta) Vá! E nem mais um palavra!
Apolo vai embora.
CORTA PARA:
CENA 02: EMPRESA APOLO CONFECCÇÕES - SALA DE APOLO - INTERIOR - NOITE
Apolo termina de assinar os documentos. Sem ler, vai folheando-os.
Aprígio dirige-se até a sala do patrão.
APRÍGIO — Mandou me chamar? (ele olha para Apolo) Não, não, não! Eu já te disse para não assinar os documentos sem ler!
APOLO — Eu não me preocupo com isso, Aprígio. Aliás, sou um homem rico, bem sucedido e tenho muito dinheiro. Qualquer dívida, eu pago.
APRÍGIO — O que houve? Você não está bem, eu te conheço!
APOLO — Estou em dúvida, Aprígio. Acho que vou pedir conselhos para um padre e um amigo.
APRÍGIO — O que está passando nessa cabeça aí, hein?
APOLO — Aprígio, me diga uma coisa: você abandonaria uma pessoa doente?
APRÍGIO — Nessa questão, não, Apolo. Eu daria força para a pessoa e estaria ao lado dela. Não me diga, que...
APOLO — Sim, a Mariana voltou com o câncer.
APRÍGIO — Nossa... Tá ruim hein? Acho que essa menina tem pouco tempo de vida.
APOLO — Concordo com você. A minha vida está acabando, Aprígio, sabe por quê? Porque eu estou com a Mariana. É por isso. Ah, que ódio... Eu fui tão burro, tão burro de me relacionar com ela. Até porque eu não sinto nada pela Mariana...
APRÍGIO — Ah, não, né Apolo? Eu não acredito que você vai abandonar a Mariana num momento tão difícil da vida dela pra ficar com outra. Sem contar que a família dela iria ver você como um aproveitador.
APOLO — Aprígio, pensa bem. Logo, logo estou ficando velho, aí acabou de vez! Eu preciso arrumar alguém que fique comigo a vida inteira.
APRÍGIO — Eu não vou discutir mais com você sobre esse assunto. Mas um conselho eu te dou: fique ao lado da Mariana. E pelo menos dê um bom final de vida para ela. Ok?
Aprígio sai da sala de Apolo.
Apolo, nervoso, joga todos os documentos que estão na sua mesa no chão e diz:
APOLO — Droga!
CORTA RÁPIDO PARA:
CENA 03: TRIBO INDÍGENA - LAGO ENCANTADO - INTERIOR - DIA
Lucas de olhos vendados. Enquanto isso, Serena o conduz até o LAGO DA TRIBO.
LUCAS — Já está chegando? Eu já não aguento ficar com essas vendas nos olhos. Que surpresa é essa?
SERENA — Eu tenho certeza que você vai adorar. É um lugar secreto, maravilhoso. Chama-se LAGO ENCANTADO.
LUCAS — Lago Encantado? Por quê? É o lago das magias?
SERENA — Digamos que sim... e não. Ah, não sei! Na verdade é um nome fictício.
LUCAS — E o que tem de bom nesse negócio aí?
SERENA — Surpresa! Não posso contar mais nada...
Depois de algum tempo...
SERENA — Chegamos!! Peraí que eu vou tirar a venda dos seus olhos.
Serena tira a venda dos olhos de Lucas, que fica impressionado com o lugar.
Há diversas árvores frutíferas, plantas de todos os tipos, e no meio um rio que passa entre elas.
LUCAS — Que lugar lindo!!! Isso sim é um exemplo de natureza! Faço questão até de tirar foto. Daria uma ótima curiosidade para a empresa.
Lucas fotografa o lugar.
SERENA — Eu sabia que você iria gostar! Agora, vamos brincar?
LUCAS — Brincar de quê? Já somos grandinhos para isso, acha não?
LUCAS — Brincar de quê? Já somos grandinhos para isso, acha não?
SERENA — Não, não. Eu disse num sentido divertido. Vamos.
Serena pega na mão de Lucas.
Os dois trocam olhares.
Atenção Sonoplastia: Quem Sabe isso quer dizer amor – Milton Nascimento
Enquanto isso, Ophélio e Puja colhem frutos na mata, junto com Anhandí. Serena anda pela mata, com Lucas. Ela vê o trio e chama-os para brincar.
E, então, o grupo corre para o rio. Anhandí tira as roupas até ficar nua. Os três brincam no rio. Enquanto isso, Ophélio e Puja chupam acerola, pitanga e manga. Todos se divertem no lago encantado.
Mas essa felicidade pode ser um problemão!
Puja e Ophélio seguram a cesta na mão. Ophélio sobe na árvore de manga, colhe a fruta, jogando na cesta de Puja.
No rio, o trio formado por Serena, Anhandí e Lucas se diverte, quando Cadore e Anahí, os pais e Serena, chegam.
CADORE — (agressivo) O que está acontecendo aqui? Eu exijo uma explicação concreta, dona Serena!
Os pais de Serena aguardam uma explicação pelo trio estar nadando no rio. Serena fica desconcertada.
CONTINUA...


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