edição
UMA ESTRELA CAIU DO CÉU CAPÍTULO 7 (REPRISE)
RESTANTE DO CAPÍTULO 8 + parte do capítulo 9 original
(compactado, com cortes)
CENA 01/ HOSPITAL DR. ALBERT EINSTEIN / CORREDOR 3°ANDAR/ INTERIOR / DIA
Médicos e enfermeiros correm com Apolo na cama para o quarto de observação do hospital DR. ALBERT EINSTEIN. Mariana e Elisinha chegam. Mariana, triste, chora ao ver seu amor sendo levado para o quarto e grita:
MARIANA — Apoloooo!
Elisinha preocupada, grita:
ELISINHA — Mariana, volta aqui, minha filha.
Mariana vai correndo atrás dos médicos que entram com Apolo para o quarto de observação.
MARIANA — Por favor, moço, deixa eu ver o meu namorado.
MÉDICO 1 — Senhora aqui você não pode entrar. Tem muitas pacientes aqui. Só é permitido a entrada de médicos.
MARIANA — Por favor, eu quero só dar um beijo nele, falar uma coisa antes que ele morra.
MÉDICO 1 — Senhora, aguarde sentada nas cadeiras. Não vai adianta insistir! Vamos cuidar bem dele. Agora faça o favor, de esperar. Ok?
Mariana, chorando, corre para os braços da mãe.
MARIANA — O Apolo vai morrer mãe?
ELISINHA — Nas condições que ele tá, eu não tenho resposta para essa questão. Mas você tem que orar para correr tudo bem ok?
Elisinha beija a cabeça da filha, que chora.
Mariana, desolada, derrama lágrimas.
Ela senta-se na cadeira e espera com Elisinha, impaciente. Elisinha a consola. A cada hora que passa no relógio, Mariana não para de chorar. Impaciente, ela levanta da cadeira, depois senta, e repete essa ação a cada minuto, não para quieta. Passam se quatro horas no relógio e o Doutor Bruno chega para avisá-los:
MARIANA — E aí doutor o Apolo tá vivo ou morto?
DOUTOR BRUNO — Dona Mariana, essa é a primeira vez que eu vejo um paciente sobreviver a seis encapotadas, e eu posso dizer, que fiquei muito surpreso com esse acontecimento! Nenhum paciente meu foi tão forte como ele. O coração continua mantendo seu funcionamento normalmente, batendo a cada minuto. Eu acho que ele sobreviveu por amor... Amor por você... Se não fosse por você, esta hora ele já estava no céu...
ELISINHA — É Doutor, a minha filha gosta muito dele!
MARIANA — Gosto nada. Eu amo o Apolo, ele é tudo para mim! E cada um dá força para o outro nos momentos difíceis.
Elisinha, suspira com a fala de Mariana, nervosa.
DOUTOR BRUNO — Sendo assim, receio que alguns órgãos foram afetados pelo trágico acidente de carro e ele deverá ir para a sala de cirurgia imediatamente. Vocês estão liberados a ir para casa, e qualquer coisa, o hospital comunica para a família.
MARIANA — Eu não vou para casa não! Enquanto ele não melhorar, eu vou ficar aqui de guarda.
ELISINHA — Filha não seja teimosa. São oito horas da noite e você precisa descansar!
DOUTOR BRUNO — Mariana, a sua mãe está certa. Vamos cuidar bem dele. Confie em mim.
MARIANA — Se você tá falando eu vou, mas qualquer coisinha, me comunique, vou avisar a família dele. Eu não sei como te agradecer doutor.
DOUTOR BRUNO — Não tem que agradecer! Recomendo que acenda uma vela e reze um terço, vai valer.
Mariana e Elisinha vão embora do hospital.
CORTA RÁPIDO PARA:
CENA 02/ TRIBO INDÍGENA / CASA DE SERENA / SALA / INTERIOR / DIA
Lucas, Serena, Cadore e Anahí reunidos! Eles jantam uma sopa.
LUCAS — Dia tenso hoje viu? Nunca imaginei que o Rafael seria capaz de fazer uma coisa dessas comigo.
SERENA — Qualquer pessoa faria isso por ciúmes, Lucas. Eu já olhei isso no Rafael. Mas agora tá tudo bem graças a deus.
ANAHÍ — Agora vocês vão poder ficar juntos, um ao lado do outro, com a minha aprovação. Lucas, eu queria dizer que eu te parabenizo por ser um homem bom e me desculpe se eu já te magooei, mas foi por causa desse duro aqui do Cadore. E faça a minha filha a mulher mais feliz desse mundo viu? Se não tá cortado o casamento!
LUCAS — Não tem que se desculpar Anahí.
Anahí cutuca Cadore.
ANAHÍ — E você vai falar alguma coisa, Cadore?
Cadore, voado no tempo, questiona.
CADORE — O quê?
ANAHÍ — Cadore, fale alguma coisa.
Cadore, pensativo, toma atitude e diz!
CADORE — Fui eu! Eu preciso ser punido imediatamente, não é o Rafael não! Eu preciso ser punido, eu que bolei todo o plano para afastar vocês dois e até hoje eu me arrependo.
Cadore, chorando, vai embora.
CADORE — E eu vou embora. Não tenho nada a fazer aqui.
ANAHÍ — Cadore, volta aqui, eu vou cutucar sua cabeça com uma vassoura, volta aqui "home".
Serena, surpresa, questiona:
SERENA — Peraí... Então foi o papai que fez isso tudo?
SERENA — Peraí... Então foi o papai que fez isso tudo?
LUCAS — Eu já desconfiava Serena... O seu pai queria nos afastar de qualquer maneira... Mas, vamos largar isso para lá, já passou. O importante é que estou aqui... Eu queria comunicar com você que já estou indo embora semana que vem.
SERENA — O quê?
CORTA RÁPIDO PARA:
CENA 03- PASSAGEM DE TEMPO: STROCK SHOTS
ATENÇÃO PARA CORTES DESCONTÍNUOS
Na tribo, há uma passagem de tempo. Lucas e Serena na mata, se beijam, nadam juntos no rio, observados por Anahí e Cadore que se escondem atrás das árvores. Cadore tropeça numa árvore e Lucas e Serena descobrem que estavam sendo flagrados... O que gera uma risada... Cadore, emocionado, dá um abraço em Lucas. No seu aniversário, Lucas o presenteia. E os dois se abraçam... A tribo comemora o aniversário de Cadore... Várias coisas acontecem... Até que se passam uma semana.
CORTA PARA:
CENA 04CASA DE SERENA/SALA/INTERIOR/DIA
Anhandí coloca tapa olhos em Serena e vai orientando-a quanto o tapa-olhos. Serena gira para que a amiga coloque o objeto em seus olhos (90°)
ANHANDÍ — Peraí, peraí. Tá pronto!
Serena, suspira.
ANHANDÍ — E aí tá pronta amiga?
Serena, feliz, balança cabeça.
SERENA — Tô pronta sim.
Anhandí, triste, lamenta.
ANHANDÍ — Ah, amiga, só de ver você indo embora, me dá uma tristeza. Eu acho que eu não tô preparada, não mesmo. (tom) Vou perder minha melhor amiga que conviveu esses anos todos comigo...
SERENA — Ah, sua boba. Você não vai me perder. Eu sempre serei sua amiga. E não abandonarei vocês. Sempre que puder vou estar ao teu lado, pro que der e vier.
ANHANDÍ — Ah, que me dá uma abraço.
Radiante, as amigas se abraçam.
SERENA — E aí, podemos ir?
ANHANDÍ — Não, ainda não. Deixa eu dar uma olhadinha.
Anhandí olha pela cortina se a festa esta pronta. Em seguida, vê Lucas fazendo um sinal de positivo para ela. Feliz, ela fecha a cortina, pega nas mãos da amiga e avisa.
ANHANDÍ — Tá tudo pronto sim. Olhando assim para você, dá até vontade de chorar. Você está linda amiga, eu tenho certeza que o Lucas não vai resistir.
SERENA — Vamos ver né, Anhandí? Tomara. Podemos ir? Tô ansiosa, não aguento mais esperar.
Anhandí conduz Serena, que está de tapa olhos até o exterior da tribo.
Lucas faz um sinal de silêncio para todos. Anhandí vem trazendo Serena até o centro, que está de tapa olhos. Serena, impaciente, que está com tapa olhos pergunta a amiga:
SERENA — E aí já posso tirar?
ANHANDÍ — Pode sim amiga.
Serena tira o tapa olhos e se surpreende, emocionada.
Ela se encanta, ao perceber a decoração da festa de despedida. Há bexigas, e uma faixa em que está escrito: “Sentiremos saudades, Serena!”. Em sua frente, uma mesa com várias frutas do pomar: PITANGA, MORANGO, LARANJA, ACEROLA, CEREJA, MAÇÃ, ABACAXI.
Radiante, ela comemora.
SERENA — Meu Deus... Eu não tô nem acreditando... Isso tudo é para mim?
Anahí se aproxima de Serena e diz.
ANAHÍ — É sim filha...
Anahí derrama lágrimas e argumenta.
ANAHÍ — (chora) Para uma pessoa especial, que conviveu com nós por muito tempo e agora já está indo embora, infelizmente...
Serena consola a mãe, abalada.
SERENA — Ô mãe não fica assim, não.
Anahí se posiciona em seu lugar.
Lucas, se aproxima da amada Serena, e diz:
LUCAS — Pronta para dar o discurso?
Serena, radiante, questiona.
SERENA — Discurso?
LUCAS — Vai lá.
Todos da tribo, radiantes, começam a gritar, pedindo a Serena: Discurso! Discurso! Discurso!
Até que ela se posiciona no centro e todos vibram.
Lucas faz um sinal de silêncio para que todos calem.
SERENA — (tom) Quem diria né? Quem diria que um dia eu teria coragem de sair daqui para escrever uma nova página no livro da minha vida... E pra mim é uma experiência nova, porque durante muito tempo, de convivência com todos, eu acredito que aprendi várias coisas principalmente com o Mestre Cuca, o Padre Romão e com vocês né?... Queria dizer que eu vou sentir saudades da minha terra, de estar junto com pessoas que foram especiais e muito, muito, muito importantes para mim, como a minha família e você, Anhandí.
Anhandí, emocionada, faz um gesto de agradecimento à amiga, Serena. Em seguida, todos, emocionados, batem palmas.
SERENA — Olha, eu não sei o que dizer mais... Mas uma coisa eu garanto... Vocês, todos vocês... (chora) Estarão guardados no meu coração. Tivemos momentos ruins e bons, mas vamos guardar só os bons... E hoje, numa fase da minha vida, eu garanto, que... Nunca esquecerei de ninguém, nunca, nunca mesmo.... É uma promessa... E... (enxuga as lágrimas) Muito Obrigada, muito obrigada mesmo viu? Obrigada por tudo... E é só isso.
Serena tem uma crise de choro, emocionados, juntamente com os outros, que batem palmas ao discurso da “mãe natureza”.Lucas, novamente, faz o sinal de silêncio para que todos calem.
Em seguida, Lucas vai ao centro e dá início ao discurso, emocionado.
LUCAS — Eu também quero dar um discurso... De uma certa forma, eu me apeguei bastante a vocês e quem pode comprovar essa afirmação é a Serena... Olha, eu não sei que eu não fui bem recebido, quando...
O Mestre Cuca (corta) repreendendo Lucas.
LUCAS — Desculpe... Desculpe... Mas eu queria dizer que eu levarei saudades e só sentimentos bons durante a viagem para o Rio. E... Creio que meu discurso foi pouco, mas... Eu não tenho mais nada para falar, é só isso.
Todos aplaudem. E, em seguida, começam a aproveitar a festa.
Lucas se aproxima de Serena, dá um beijinho nela.
LUCAS — E aí fui bem no discurso?
SERENA — Foi sim meu amor.
O casal se beija novamente.
Atenção Sonoplastia: a música entra aqui.
E, então, todos animados, que continua a festa de despedida de Serena, ao som do coral da igreja, a maestra da tribo Rita (participação especial) orienta-os quanto à música.
Serena e Lucas dançam juntos, felizes.
CORTA

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