Crime de Amor - Capítulo 01
Cena: Mansão de Alice e seus pais (Noite)
Alice está em sua cama mexendo no notebook, quando batem na porta.
Alice: Pode entrar!
Catarina, sua mãe, aparece.
Alice: Oi mãe.
Catarina: Oi filha!
Catarina se senta na cama e fecha o notebook.
Alice: O que aconteceu?
Catarina: Minha filha, já faltam dois dias para o casamento e você ainda não decidiu onde vai passar a lua de mel!
Alice: Ah, mãe, isso eu ainda vou decidir com o Arthur.
Catarina: Em dois dias? Nada disso! E como você é muito indecisa, eu e seu pai resolvemos lhe dar um presentinho...
Alice a olha desconfiada.
Alice: O que você e o papai aprontaram?
Catarina: Nada demais... Vocês só vão passar a lua de mel no HAVAÍ!!!
Alice: Ai mãe, eu nem sei se é isso que a gente quer...
Catarina: É isso sim, o Arthur está sabendo!
Alice: Como?
Catarina: Seu pai tá lá na sala conversando sobre a viagem com ele.
Alice: Ele tá aqui?
Catarina assentiu com a cabeça.
Alice se levanta e vai até a sala, onde encontra Arthur, seu noivo, e seu pai Renato, um rico empresário que cuida de ilhas, sentado no sofá conversando e rindo.
Arthur se levanta e dá um beijo em Alice, que está surpresa.
Alice: Quer saber que você está sabendo de tudo?
Arthur: Claro, meu amor.
Renato: Não se preocupe, filha, a viagem será totalmente sem custos, por quê a Paradisíaca (Nome da Empresa) mantém contato com alguns empresários de uma ilha do Havaí.
Catarina: Tenho certeza de que aproveitarão muito.
Arthur abraça Alice.
Arthur: Eu também.
Arthur olha no relógio.
Arthur: Bem, é melhor eu ir, já está tarde.
Renato: Vou pedir pro nosso motorista Raul te levar.
Renato grita por Sônia.
Sônia entra na sala.
Sônia: Sim, senhor?
Renato: Onde está o Raul?
Sônia fica envergonhada.
Sônia: Eu... Eu não vejo ele há horas, senhor...
Renato revira os olhos.
Renato: OK, eu levo você com o meu carro, Arthur, e você, Sônia, diga para seu marido cuidar para não ser demitido.
Sônia: S-sim, senhor...
Sônia sai e Arthur e Renato se dirigem em frente a mansão, na rua.
Alice: Eu os acompanho!
Cena: Rua em frente a mansão (Noite)
Alice dá um beijo na bochecha de Arthur, que entra no carro junto com Renato.
Arthur: Bem, até o casamento!
Alice: A-até!!
Renato sai com o carro.
Alice junta as mãos tremendo de frio, mas ao mesmo tempo se sentindo aquecida pensando no seu casamento que está se aproximando.
Ela se recordou de quando encontrou Arthur pela primeira vez na Paradisíaca. Arthur trabalha lá como um dos acionistas.
Alice estava quase entrando em casa, quando ouviu um barulho de discussão. Sentindo-se tentada, se aproximou do barulho.
Ela ficou atrás de uma árvore, e conseguia ver a cena perfeitamente. Era Raul, seu motorista, e um homem que não conhecia.
Raul: Eu fiz tudo que você pediu!
Desconhecido: Você sabe aonde errou!
Raul: Eu não vou refazer tudo!
Desconhecido: Vai sim, por que estou te pagando!
Ele tira uma quantia de dinheiro do bolso e coloca na cara de Raul.
Raul: Pouco me interessa o seu dinheiro! (Ele joga o dinheiro para longe) E eu vou contar toda a verdade pra eles.
Desconhecido: Faça isso e sua esposa vai acabar pagando.
Raul: Não mexa com a Sônia!
Raul começa a tentar lutar com o desconhecido, que tira uma arma do bolso.
Alice quase grita de desespero, e se ajoelha atrás da árvore.
Enquanto eles lutam, a arma vai para vários lados.
O homem pega a arma e Raul tenta tirar da mão dele.
Acidentalmente, o revólver dispara e atinge Raul.
Alice, que assistia a cena, fica totalmente paralisada.
O desconhecido percebe que Raul está morto e começa a chorar.
Ele empurra o corpo do barranco ao lado.
Quando o homem está saindo, se dá de cara com Alice, que fica espantada.
Desconhecido: Quem é você?
Alice: Eu... Eu... Por favor, não me machuque!
Desconhecido: Você viu tudo?
Alice se levanta e tenta correr, mas o desconhecido segura seu braço e a pega pela cintura.
Alice: Ei, me solta! Por favor, me solta! (Ela começa a gritar e chorar)
O homem a leva até seu carro e a coloca dentro. Logo depois ele entra e sai rapidamente.
Cena: Apartamento do desconhecido (Noite)
Alice acorda. Ela percebe que está deitada em uma cama, e suas mãos estão amarradas em uma corda.
Alice: Onde eu estou?
Ela percebe que a porta vai se abrir e finge que está dormindo.
O desconhecido entra e se senta na cama.
Desconhecido: Não finja que está dormindo.
Alice continua fingido.
Desconhecido: Eu já disse!
O homem a puxa e coloca o rosto dela próximo ao seu.
Alice se vê obrigada ao abrir os olhos e se depara com o rosto daquele estranho muito perto do dela.
O desconhecido segura o queixo de Alice e a olha com curiosidade.
Desconhecido: O que uma dama como você estava fazendo a essa hora da noite na rua?
Alice não mediu palavras.
Alice: E o que um idiota como você estava pensando quando decidiu matar meu motorista?
O homem engoliu seco e soltou a mão dela rapidamente.
Desconhecido: Qual o seu nome?
Alice: Alice. Alice Villa Real.
O homem se levanta e vira de costas.
Desconhecido: V-você nunca deverá contar para ninguém o que viu e ouviu.
Alice: Você está maluco? Eu vou chamar a polícia!
O homem pula na cama e se aproxima novamente dela.
Desconhecido: Não faça isso ou...
Alice: Ou vai me matar?
Desconhecido: Eu não queria o matar, disparei sem querer.
Alice: Então por quê você levou um revólver com você?
Desconhecido: Pra me proteger.
Alice: Do que?
Desconhecido: Você não entenderia...
Ele olha para seu anel de noivado.
Desconhecido: Eu só sei de uma coisa, se você contar algo para alguém, essa pessoa com quem você está comprometida pagará caro.
Alice: Você não sabe quem é!
Desconhecido: Arthur Flores. Está escrito na aliança.
Alice fica com medo.
Alice: Você não vai fazer nenhum mal ao meu noivo!
Desconhecido: Matei alguém na sua frente, do que mais você acha que eu não seria capaz?
Alice começa a chorar.
Desconhecido: Pode chorar. No seu lugar eu também choraria.
Alice: Você não vai me soltar? Meu casamento é daqui a dois dias!
Desconhecido: Você deverá ficar aqui hoje, pra eu ter certeza de que você não vai abrir sua boca!
Alice: Eu não vou contar nada, por favor, me solta!
Desconhecido: Não adianta insistir!
O desconhecido tira a roupa e se deita ao lado de Alice virando de costas, e apaga a luz.
Desconhecido: Boa noite.
Alice não corresponde o boa noite e se vira para o lado dele.
Alice: Qual é seu envolvimento com o Raul?
Desconhecido: Você nunca vai saber.
Alice: Ele era meu motorista, eu tenho direito de saber.
Desconhecido: Essa é a última vez que você me verá, então não tem por que saber. Claro, se você contar alguma coisa, eu voltarei pra "falar" com seu noivo.
Ela começa a chorar mais ainda.
Ele toca nela, mas ela o afasta.
Alice: Não se aproxime de mim!
Desconhecido: Se você não fosse intrometida nada disso estaria acontecendo.
Alice vira de costas dele e chora até dormir. Assim, que ela dorme, o desconhecido também dorme.
Cena: Apartamento do desconhecido (Manhã)
Alice está acordada e fica pensando em tudo que lhe aconteceu na noite anterior. O homem ainda está dormindo.
Alice: Eu preciso sair daqui!
Ela tenta se desamarrar, mas não consegue.
Ela bola um plano em sua mente.
Alice abraça o homem por trás, que ainda está dormindo.
O desconhecido, sentindo Alice o abraçar, começa a fazer carinho na mão dela, ainda dormindo.
Alice coloca sua mão perto da ele e o homem começa a desamarrar sem nem perceber.
Quando Alice já está um pouco desamarrada, ela tira o resto e se levanta da cama.
Antes de ir, ela olha para o homem e sai.
Ela encontra a chave do apartamento e consegue fugir.
Ela só pensava na loucura que aconteceu e como explicaria a seus pais o porquê sumiu misteriosamente na noite passada. Como reagiria quando achassem o corpo de Raul e como se concentraria no seu casamento tendo presenciado uma morte e ter sido sequestrada?
Continua ...

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