CAPÍTULO 037
SEMANA DECISIVA...
CONTINUAÇÃO DA CENA FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR...
CENA 1- MATA. EXTERIOR. MANHÃ.
Beijamin, maravilhado com toda aquela cena, chora. Ele se levanta e ergue as mãos para o céu.
CORTA:
CENA 2- DELEGACIA. MANHÃ. INTERIOR.
Isacc e Gina conversam com o delegado.
Henrique- Então, o que você querem?
Isacc- Nós viemos reforçar a denúncia.
Henrique- Vocês vieram reforçar a denúncia?
Isacc- Sim! Tenho novas provas.
Gina- O Isacc teve a idéia maluca de perseguir os seqüestradores.
Henrique- Como? Me contem essa história direito.
Isacc- Eu... Foi assim...
FLASHBACK:
CORTA:
CENA 3- MATA. EXTERIOR. MANHÃ.
Isacc está olhando fixamente para os seqüestradores.
Tampinha- Perdeu, playboy!
Tampinha o empurra e ele caí no chão. Assim, Tampinha corre até o carro com a mochila de dinheiro e saí em disparada com o carro. Isacc se levanta rapidamente e grita:
Isacc (gritando)- Seus filhos da puta! Voltem aqui. Ah meu Deus! O quê, que eu faço, o quê que eu faço?
Aí ele se lembra...
Isacc- Peraí...
FLASHBACK:
CENA 4- MATA. EXTERIOR. MANHÃ.
Isacc chega de moto. Ele para a moto, na estrada. Ele desce e espera os seqüestradores. Os seqüestradores aparecem de carro. Campainha desce e vai até Isacc. Isacc entra a mochila com o dinheiro.
Isacc- Aqui tá o dinheiro! Agora, me diz! Onde tá o Beijamin...
Isacc então olha e nota a placa do carro. Ele olha fixamente para os números da placa do carro e os decora na cabeça. Assim, ele olha novamente para os seqüestradores esperando que eles respondam onde está Beijamin.
FIM DO FLASHBACK:
CORTA:
CENA 5- MATA. EXTERIOR. MANHÃ.
Isacc se vangloria.
Isacc- Me lembrei da placa.
Isacc corre até a moto e saí em disparada, rumo à estrada.
CORTA:
CENA 6- DELEGACIA. MANHÃ. INTERIOR. SALA DE DELEGADO.
Henrique se levanta.
Henrique- Você só pode estar maluco, não é?
Isacc- Eu sei, que eu não devia ter feito isso, mas eu fiz.
Henrique- Você foi inconseqüente!
Isacc- Fui. Mas na hora eu não pensei!
Henrique- Tá bom! Agora me escute que eu vou dizer o que nós vamos fazer.
CORTA:
CENA 7- RUA. EXTERIOR. MANHÃ.
Maria de Lurdes está sentado no banco. Ela pensa:
FLASHBACK:
CORTA:
CENA 8- CASA DE MARIA DE LURDES. NOITE. INTERIOR. SALA DE ESTAR.
Henrique entra muito nervoso, jogando Maria de Lurdes no chão. Ele a empurra. Maria de Lurdes chora, incontrolavelmente.
Maria de Lurdes (chorando)- Pai, por favor!
Henrique (nervoso)- Cala boca, sua vagabunda! Não dirija-me a palavra.
Maria de Lurdes (chorando)- Por favor, meu pai. Me deixe explicar!
Henrique- Cala boca. Eu já te disse que é pra você calar a boca! E levante-se. Levante!
Maria de Lurdes, com dificuldade se levanta.
Maria de Lurdes- Eu...
Henrique a corta, lhe dando uma forte bofetada. Maria de Lurdes, chora ainda mais.
Maria de Lurdes (chorando)- Não, me bata, por favor!
Henrique- É o que eu devia ter feito a tanto tempo! Por que isso, filha? Por que? (CHORANDO)- Você tem tudo! Você tem casa, tem comida... Roupa lavada... Você não precisa de mais nada. Não precisa trabalhar, não precisa! (GRITANDO ALTO)- Mas, não. Você tinha que ir para o caminho da perdição. Por quê? Por que isso? (ELE SE AGAIXA NO CHÃO E CHORA, ABAIXANDO A CABEÇA)- Eu nunca vou te perdoar.
Maria de Lurdes, se abaixa e passa a mão no seu cabelo.
Maria de Lurdes- É minha satisfação. Eu sempre gostei de fazer programa. Sempre...
CLOSE EM HENRIQUE, COM RAIVA...
Henrique se levanta e Maria de Lurdes também se levanta. Ele lhe dá outra bofetada.
Henrique (chorando, encabulado)- Não diz mais isso. Um pai nunca suportaria uma filha dizer essas coisas. Imagina, uma filha gostar de fazer programa... (GRITANDO)- Fazer programa?
Ele lhe dá outra bofetada. Maria de Lurdes, chora.
Maria de Lurdes- Para, por favor.
Henrique- Sabe, uma coisa que eu não conseguiu enxergar a tanto tempo. O quão vagabunda, mentirosa, dissimulada que você é.
Maria de Lurdes- Eu não sou vagabunda!
Henrique- Ah não é não. Não é não! (ELE LHE DÁ UMA BOFETADA)- É isso, o que você merece. É isso! Isso o que você merece!
Henrique tira o cinto da cintura e Maria de Lurdes o encara.
Maria de Lurdes (com medo)- O que o senhor vai fazer, meu pai?
Henrique- Você vai ver. Uma coisa que eu tinha que ter feito à muito tempo. Uma coisa, que eu deveria ter lhe dado à muito tempo. Eu te mimei, e fiz você ser essa pessoa que é!
Maria de Lurdes (chorando)- Não, pai! Não!
Henrique fecha os olhos e chora. Ele levanta o cinto. Maria de Lurdes, chora, se agachando. Ele se aproxima dela e a pega pelo queixo. Ela continua chorando. Ele começa a bater em suas costas.
Maria de Lurdes (urrando de dor, chorando)- Para pai, por favor! Para!
Henrique (nervoso, gritando)- Cala boca, vagabunda. (GRITANDO)- Levanta, levanta!
Maria de Lurdes se levanta com as mãos nas costas. Henrique a pega pelo cabelo e o balança, e arranca mechas.
Maria de Lurdes (chora, gritando de dor)- Pai... Pelo amor de Deus!
Henrique parte pra cima dela e lhe dá 10 tapas no rosto. Ela geme de dor, tentando desvencilhar dele.
Henrique (gritando)- Fica aqui, sua meretriz. Sua piranha! Eu vou te mostrar o que é bom pra pele! Quero ver se os homens vão te querer mais!
Maria de Lurdes (gritando)- Para!!!
Henrique dá lhe mais 10 bofetadas e ela caí no chão, com a boca e o rosto sangrando. Henrique se levanta de cima dela e a pega pelo braço a levando até o seu quarto.
CORTA:
CENA 9- RUA. EXTERIOR. MANHÃ.
Maria de Lurdes chora se deitando no banco.
CORTA:
ABERTURA...
CENA 10- ESTRADA. EXTERIOR. MANHÃ.
Beijamin anda e olha pra trás.
Beijamin- A minha vida agora vai mudar pra melhor! Pode ter certeza!
CLOSE EM BEIJAMIN...
Ele continua andando. A câmera se afasta.
CENA 11- IMAGENS DO CÉU. MANHÃ/NOITE/INTERIOR/NOITE/ DIA.
6 MESES DEPOIS...
CORTA:
CENA 12- CASA DE CARMINHA. MANHÃ. INTERIOR. QUARTO DE CARMINHA.
Todos entram e velam o sono de Carminha, que aparenta estar pálida e cansada. Carminha acorda.
Carminha- Chegou a minha hora, meus filhos!
CLOSE EM MARCOS E MÁRCIA, CHORANDO...
CLOSE EM NICOLLE, CHORANDO...
CLOSE EM JANDER, CHORANDO...
CLOSE EM GINA, CHORANDO...
CLOSE EM JÚNIOR, CHORANDO...
CENA 12- SÃO PAULO. INTERIOR. MANHÃ.
Beijamin anda pelas ruas de São Paulo. Ele fica maravilhado com tudo o que vê. Ele olha as pessoas e vê como o mundo que vivia era diferente.
CORTA:
CENA 13- SÃO PAULO. INTERIOR. MANHÃ. SAGUÃO DO HOTEL.
Beijamin entra no saguão do hotel. Ele vai até a recepção. Chega até a recepcionista e diz:
Beijamin- Eu queria um quarto.
CORTA:
CENA 14- SÃO PAULO. MANHÃ. INTERIOR. QUARTO DO HOTEL.
Beijamin entra no quarto. Ele vai até o banheiro.
CORTA:
CENA 15- SÃO PAULO. MANHÃ. INTERIOR. BANHEIRO DO QUARTO DO HOTEL.
Beijamin olha e observa.
CORTA:
CENA 17- PÔR DO SOL. MANHÃ. INTERIOR. VALE.
A CÂMERA FOCA NO SOL. Beijamin chega nessa hora e diz as seguintes palavras:
Beijamin- “Isso que eu passei tinha que acontecer. Muito bem! Depois de tanto sofrimento, de tanta luta, eu não vou desistir. Se eu cheguei até aqui e o senhor me ajudou, eu seguirei em frente. Pois bem. Agora eu tenho sede de vingança! Eu vou me vingar! Eu vou me vingar dessas pessoas que destruíram a minha vida. Eu vou acabar com todos, e assim todos conheceram a minha ira”!
CLOSE EM BEIJAMIN...
Congela com respingos de chuva em Beijamin...
CORTA:
ENCERRAMENTO... 

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