Crime de Amor - Capítulo 04
Cena: Mansão de Alice e seus pais (dia)
Alice está na mesa digitando em seu notebook.
A campainha toca.
Sônia: Já irei abrir!
Sônia abre a porta e dá de cara com Alessandro.
Alice quase desmaia quando vê que Sônia conheceu o assassino de seu marido sem saber.
Alessandro: Bom dia, a Alice está?
Sônia: Bom dia, está sim, vou chamá-la.
Alice se levanta.
Alice: Manda ele ir embora, Sônia!
Alessandro: Foi seu pai que me pediu pra vir aqui e falar com você.
Alice suspira.
Alice: Pode entrar então.
Alessandro entra e se senta no sofá.
Alessandro: Podemos começar quando quiser.
Alice: Começar o quê?
Alessandro: A te explicar mais sobre como cuidar de uma empresa.
Alice: Se eu me virasse sem sua ajuda, não seria o fim do mundo.
Alessandro: Ah, é?
Alice assente com a cabeça.
Alessandro:. Então... Digamos que uma das ilhas da empresa pegue fogo. Que medidas você deveria tomar?
Alice:. Eu... não sei.
Alessandro: Por isso mesmo eu vim aqui, te ensinar. (Faz cara de deboche)
Alice se senta ao lado dele no sofá e fala no seu ouvido.
Alice: Quer me ensinar como se mata alguém também? Assassino!
Alessandro aperta forte a mão dela.
Alessandro: Nunca mais repita isso!
Alessandro pega seu Tablet e mostra a ela alguns relatórios da empresa e algumas orientações.
Algumas vezes eles trocam olhares, mas Alice não está com um olhar nada agradável.
A campainha toca novamente e Sônia vai atender.
Dessa vez é Vitor, o delegado, e mais alguns policiais.
Alessandro não consegue disfarçar o nervosismo e Alice fica satisfeita.
Os policiais começam a andar pela casa.
Vitor: Bom dia, Senhora Alice, nós viemos procurar mais pistas do caso.
Sônia: Eu confio em vocês para ajudarem a encontrar o assassino do meu marido!
Alessandro engole seco.
Alice se levanta.
Alice: Não precisa me tratar com tanta cordialidade, delegado, pode me chamar de Alice.
Alice decide provocar Alessandro e se aproxima de Vitor e dá um beijo em seu rosto.
Nesse momento Arthur chega.
Alice fica em choque enquanto Alessandro começa a rir e se levanta.
Alessandro: Bom, acho que estou indo... E Sônia, meus pêsames pela morte do seu marido.
Sônia: Obrigado...
Alessandro vai embora e Arthur se aproxima de Vitor e Alice.
Arthur: Vejo que você veio procurar mais pistas. (com ciúmes)
Vitor: Sim, estamos tentando verificar nas câmeras de segurança a placa do carro do assassino.
Alice: É bom mesmo, por que as vezes ele pode estar na nossa frente. (mandando indireta)
Cena: Lanchonete da praça (dia)
Paloma está sentada em um banquinho na praça.
Carlos chega.
Paloma: Carlos! (ela dá um beijo nele)
Carlos: Oi, como você tá?
Paloma: Melhor agora que você chegou.
Carlos segura as mãos dela.
Paloma: O casamento da Alice foi muito romântico... Não vejo a hora do nosso!
Carlos: Paloma... É sobre isso mesmo que eu queria falar.
Paloma: O que aconteceu?
Carlos: Bom... Eu acho que não estou preparado pra um relacionamento mais sério agora.
Paloma: Como assim, Carlos? O nosso relacionamento não é sério?
Carlos: Ele é, por isso mesmo, acho que não estou pronto. Somos muito jovens ainda e...
Paloma começa a chorar.
Paloma: Não precisa dizer mais nada. Se você não está pronto para um relacionamento, melhor terminarmos.
Carlos: Melhor mesmo.
Paloma se levanta e sai chorando.
Carlos faz uma ligação pelo celular.
[Ligação de celular ON]
Carlos: Sofia?
Sofia: Oi Carlos.
Carlos: Tudo certo então, pra hoje a noite?
Sofia: Claro, nos encontramos em frente a balada as. 20:00. Antes eu vou dar uma passada na casa da Alice.
Carlos: Combinado então, beijos.
Sofia: Beijos.
[Ligação de celular Off]

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