Type Here to Get Search Results !

Cine Ranable: Declaro minha própria Sanidade

DECLARO MINHA PRÓPRIA SANIDADE
um web filme de
RIRI

"Não recomendado para menores de 16 anos"!


CENA 01/ Casa de Bruno/ Entardecer

*Bruno chega na rua onde mora todo machucado fumando algo que não é cigarro comum*
*Alguns vizinhos olham e comentam cochichando a sua situação*
BRUNO *Tirando a maconha da boca* - O que foi? O que é que tão olhando? Deviam cuidar da vida miserável que vocês levam.
*Os vizinhos saem amedrontados*
BRUNO - Bando de trouxas, babacas.
*Bruno taca o cigarro no chão e destranca a porta de sua casa agressivamente*
BRUNO - Mãe? *Vai até a cozinha à procura de sua mãe* - Mãe?... *Ele pega um recado de sua mãe deixado na mesa* - “Fui ao mercado”, hum, foi ao mercado o cacete, aquela velha foi se oferecer para qualquer um aí por meio dúzia de feijão, vagabunda, desgraçada… *Volta pra sala* - Não tem ninguém nessa merda dessa casa não?
*Bruno tira o seu órgão genital para fora e faz xixi no sofá maior da sala*
BRUNO - Foi aí que você morreu né papai? Reclamaram comigo que eu não chorei em seu velório, tá aí, essas são as lágrimas que você merece de mim.
*Bruno termina e fecha o fechecler da sua calça*
*Ele começa a subir as escadas que levam ao andar de cima e escuta o barulho de duas pessoas gemendo*
BRUNO - Era só o que me faltava…
*Bruno vai até o quarto de onde vem os gemidos cujo está com a porta fechada*
BRUNO - Então é você irmãozinho, o exemplo da família, desgraçado mesmo… *Se aproxima com os ouvidos da porta* - Eu conheço esses… não, não, não… *Breno sai correndo em direção ao seu quarto*

*NO INTERIOR DO QUARTO*

*Kaio, o irmão de Diego e uma garota transando nus com direito à prazeres de gemido no quarto*
GAROTA *Ainda misteriosa para o público* - Para, para Kaio…
KAIO - O que foi? Eu tava quase lá... *Dando uma breve pausa*
GAROTA - Eu escutei um barulho vindo do corredor.
KAIO - Barulho? Não é nada. *Kaio volta a se esfregar no corpo da garota*
GAROTA - Pode ser a sua mãe.
KAIO - Ela não vai voltar tão cedo, hoje é dia de atacado no mercado, vai, vamo voltar pro que a gente tava fazendo, vamo… *Kaio beija a garota que acaba cedendo*
*Os dois voltam a transar até que outro barulho é feito lá fora no corredor*
GAROTA - Para Kaio, não escutou? *Tenta empurrar Kaio que continua*
KAIO - Deve ser só um gato, para de paranóia vai… Eu tô quase... *Gemendo loucamente como se estivesse prestes a gozar* - Tô quase.
GAROTA - E se for ele? Se for o…
*Bruno empurra a porta com um chute e entra com uma arma na mão apontando para ambos*
BRUNO - Se refere à mim, Maria? Sua vagabunda...
*Kaio assustado se levanta imediatamente de cima de Maria, a garota citada antes, derramando seu esperma pelo chão*
KAIO - Bruno? Calma, calma… Eu, eu, eu tenho como te explicar, calma irmão.
BRUNO - Não me chama de irmão! Pegar a minha namorada, por inveja de mim, é?... Ela vai pagar por ter me traído.
*Bruno aponta a arma pra cabeça de Maria que está ajoelhada chorando no chão*
MARIA *Deixando o choro invadir a sua fala* - Não, pelo amor de deus, não…
*Bruno puxa levemente o gatilho*
KAIO - NÃO. *Se ajoelha no chão* - Deixa ela em paz, me mata.
*Bruno sorri*
BRUNO - Só tava esperando você dizer isso, sempre gostou de ser o herói, não é Kaio? E eu sempre amei ser o vilão, sem um pingo de dó ou piedade.
*Bruno se vira em direção à Kaio juntamente com a arma e lhe dá um rápido tiro*

2 MESES ATRÁS

*Bruno chega em casa de manhã com uma felicidade explícita no rosto*
*Ele abraça a mãe*
BRUNO - Bom dia mãe, bom dia pai…
SOLANGE - Filho, você passou a noite inteira fora de casa?
BRUNO - Fui curtir numa baladinha aí mãe, ó, e Marumbi, aquilo lá é balada de verdade, não é essas coisinhas de pobre que tem aqui não.
*Solange e Jorge, o pai de Bruno, se olham assustados*
JORGE - Filho, é… não sei como, mas, eu preciso te falar uma coisa.
BRUNO - Fala. Aliás, eu também preciso te falar uma coisa, vai rolar uma baladinha aí e eu preciso que me descole uma grana…
JORGE - É justamente sobre isso que eu quero falar com você.
BRUNO - Uê, cê já sabia dessa balada?
SOLANGE - Não é exatamente isso meu filho, escuta o seu pai…
JORGE - Quando recebi a herança do do seu avô, há mais de vinte anos atrás, eu nunca pensei que…
BRUNO - Olha, não tô entendendo. Seja direto pai!
JORGE - Nós gastamos muito mensalmente…
BRUNO - Uê, mas isso é porque a gente tem.
JORGE - Tinha… A nossa família tá em uma grave crise financeira filho.
BRUNO - O que? Não, não pode ser.
SOLANGE - Infelizmente filho, a culpa não é de ninguém.
BRUNO - É sim, e é desse desgraçado aqui.
*Bruno dá um murro na cara de seu pai*

*Bruno sentado na mesa enquanto sua mãe faz o jantar*
SOLANGE - Graças a deus o seu pai só teve um sangramento bobo no nariz.
BRUNO - Eu não fiz por querer mãe.
*Solange segura as mãos de seu filho*
SOLANGE - Oh meu amor, eu sei que não. *Abraça Bruno*
*Solange tira um dinheiro do bolso e entrega ao filho*
SOLANGE - Toma, pode ir curtir sua baladinha.
BRUNO - Que isso? Cem reais? Cem reais não dá pra pagar nem dois copos da bebida que eu bebo.
SOLANGE - Tenta tomar algo mais barato meu filho…
BRUNO - Isso só pode ser uma brincadeira de mal gosto com a minha cara. *Se levanta* - Olha o que eu faço com essa mixaria.
*Bruno vai até o fogão e joga a nota de cem dentro da panela onde está sendo preparada a comida*
SOLANGE - Meu filho, por que fez isso?
BRUNO - Isso é pra você aprender, que eu não vivo de pobreza, e nunca vou viver.

*Bruno corre estressado para o seu quarto no andar de cima*
*No meio do caminho, passando em frente ao quarto de Kaio, ele vê o pai entregando um dinheiro ao irmão*
BRUNO - Eu sabia…
JORGE - Não Bruno, não é o que está pensando.
BRUNO - Eu sabia que tinha inventado essa histórinha de falência só pra não me dar mais dinheiro…
JORGE - Esse é o dinheiro da faculdade do seu irmão, para um bem maior.
BRUNO - Para um bem maior, então quer dizer que o bem maior dessa casa é ele?
KAIO - Não foi isso que o nosso pai disse Bruno, não contorça as coisas…
JORGE - Ah, quer saber? Foi isso que eu disse mesmo! Você não faz nada de útil Bruno, nunca se esforçou pra fazer, só sabia ficar naquelas baladinhas lá… Só soube me dar desgosto desde sempre?
BRUNO - Você acha aquilo desgosto papai? Então já vai se preparando pelo que vai vir…

*De madrugada, a casa em silêncio, Bruno vai até o cofre de seu pai*
BRUNO *Falando em cochichos* - Qual deve ser a senha?... Bom, certamente não é nada relacionada à mim… *Bruno tenta três senhas até o cofre abrir* - Data de casamento, mediocridade, como se alguém aqui vivesse feliz. *Bruno abre o cofre e se impressiona com a quantidade de dinheiro*
BRUNO - Falindo? Como é que esse velho tem coragem de falar isso com toda essa dinheirama aqu… *Pega o dinheiro e coloca em seus bolsos da blusa* - Sua surpresinha tá chegando papai...

*Solange anda de um lado pelo outro na sala*
KAIO - Gente, será que ele não arranjou um dinheiro por aí e foi pra uma balada?
SOLANGE - Ele nunca passou do meio dia sem chegar em casa…
JORGE - E que dinheiro? Ele gastou tudo o que tinha.
KAIO - Pode ter feito um bico, sei lá, algo do tipo.
JORGE - Seu irmão fazendo bico? Aquele ali não tem coragem nem de arranjar um serviço civilizado.
SOLANGE - Cuidado quando for falar do Bruno, ele apesar de tudo, é nosso filho!
*Alguém bate na porta*
SOLANGE *Meio aliviada* - Deve ser ele.
KAIO - Deixa que eu abro a porta. *Vai até a porta abre-a e encontra uma policial segurando Bruno*
*A policial entra levando Bruno até o interior da casa*
SOLANGE - Meu deus, o que foi que aconteceu, meu filho, o que aconteceu?
JORGE - O que o Bruno fez?
BRUNO - O filho de vocês comprou um navio de duzentos mil reais, resolveu fazer uma festinha nele de madrugada e excedendo o limite de navegação da costa…
*Jorge põe a mão no peito como se estivesse sentindo uma dor no coração*
KAIO - Duzentos mil reais?
SOLANGE - Meu filho, onde você arranjou esse dinheiro?
JORGE - Foi do meu cofre, não foi?
BRUNO *Falando com a policial* - Pode me soltar?
*A policial solta Bruno*
BRUNO - Quer saber, querido pai? *Se aproxima do pai* - Eu roubei o dinheiro do seu cofre mesmo…
*Jorge começa a ter um infarto*
BRUNO - E eu não ligo pra esse seu DRAMA, teatrinho barato…
*A policial corre para prestar socorros à Jorge*
BRUNO - VOCÊS TÃO ACREDITANDO NISSO?
POLICIAL - Para garoto, para. Seu pai tá tendo um infarto.
BRUNO - É MENTIRA!
*Kaio puxa Bruno*
BRUNO - Me solta. *Se solta de Kaio*
*Bruno cospe no rosto de seu pai*
POLICIAL - Ele… ele… não resistiu…
SOLANGE - Não, não fala isso… Não. *Chorando loucamente*
KAIO - Meu pai, não…
*Solange e Kaio vão pra perto do corpo de Jorge chorando enquanto Bruno fica em pé em estado vegetativo*

*No enterro de Jorge, amigos, familiares estão reunidos*
*Kaio e Solange estão ao lado do caixão chorando*
*O padre começa a falar*
*Bruno nem um pouco interessado sai disfarçadamente*
BRUNO *Pega um dinheiro em seu bolso* - Deu tempo de roubar as últimas migalhas do velho antes de morrer.

*Bruno chega em um pontinho de droga*
*Ele bate na grade*
*O traficante coloca apenas a cara na grade*
BRUNO - Eu quero o teu produto…
TRAFICANTE - Playboyzinho aqui, o que cê quer?
BRUNO - Droga…
TRAFICANTE - Nunca fumou na vida né? Deve ser mais um desses riquinhos frustrados com qualquer coisa da vida, sai daqui cara, valoriza o que tem…
BRUNO - Eu sou acostumado com o bagulho cara.
TRAFICANTE - Já vi que não tem jeito, quer mesmo provar do negócio, vou trazer uma maconha pra tu experimentar.

*Bruno termina de fumar mais uma maconha*
*Ele sai do quarto e desce as escadas*
BRUNO - Tô saindo…
SOLANGE - Onde vai à essa hora da noite meu filho?
KAIO - Deixa ele ir mãe…
BRUNO - Isso aí ó mãe, ouve o filhinho que não tem mais dinheiro pra pagar a faculdade.
KAIO - Não tenho mesmo né Bruno? E por sua culpa… Ah, mas não se preocupa, eu já ganhei uma bolsa e não vou precisar trancar. Quem escolhe o caminho certo tem sua recompensas na vida.
*Bruno se aproxima cara-a-cara de Caio*
BRUNO - Foda-se você.
*Bruno fala e sai pela porta*

*Bruno bate novamente na porta do traficante*
TRAFICANTE - Mais uma vez garoto? Só hoje deve ser a quinta vez que veio aqui…
BRUNO - Dessa vez eu quero algo melhor, a maconha já não basta.
*O traficante ri*

*Solange limpa o quarto de Bruno, ele acaba encontrando algo lá*
*Ela corre até o quarto de Kaio e o-mostra*
SOLANGE - Kaio, me confirma se isso é o que eu tô pensando.
KAIO - Isso é crack mãe.
SOLANGE - Seu irmão tá envolvido com droga…

BRUNO - Você não tinha o direito de mexer nas minhas coisas!
*Bruno sai quebrando as coisas dentro de casa*
KAIO - Para com isso Bruno! Eu não tolero mais que faça isso com a nossa mãe.
BRUNO - Não tolera é? *Dá um soco em Kaio que cai no chão*
*Bruno arma pra dar outro soco em Kaio mas é segurado pela mãe*
SOLANGE - Não, Bruno. Não!
*Bruno dá um forte tapa na cara da mãe*
BRUNO - Não diga não pra mim.
*Bruno sai em direção à porta*
BRUNO - E querem saber? Eu nunca mais volto nessa casa.

DIAS ATUAIS

*Os traficantes dão uma surra em Breno*
TRAFICANTE - Isso aqui é pra você saber que pra nós, quem deve tem que pagar moleque.

*Bruno chega em casa todo quebrado, flagra o irmão com “a sua namorada” e lhe-dá um tiro*

VOLTA AO MOMENTO ONDE PAROU

BRUNO - Tá feliz Maria?
MARIA *Se acalmando* - Você matou o seu irmão Bruno.
BRUNO - Agradeça que não foi você.
*Eles escutam um barulho vindo da porta, lá embaixo*
BRUNO - Chegou alguém, veste a sua roupa.
*Bruno vai até a escada com a arma escondida atrás de si mesmo*
*Ele avista sua mãe*
SOLANGE - Bruno, meu filho, você voltou...
*Solange abre os braços pra ir abraçar o filho*
BRUNO - Não venha aqui em cima!
SOLANGE - O que aconteceu? *Solange dá mais um passo subindo a escada*
BRUNO *Aponta a arma pra mãe* - Eu disse pra não subir até aqui.
SOLANGE - Bruno, de onde cê tirou essa arma? Abaixa ela.
*Bruno abaixa a arma*
BRUNO - Maria, vem até aqui.
SOLANGE - Maria, quem é Maria.
*Maria vem até Bruno*
BRUNO - Conta pra ela, conta tudo pra ela.
*Maria olha pra Bruno*
BRUNO - Agora!
*Maria desce as escadas até Solange*
SOLANGE - Me conta o que aconteceu Maria, tudo.
MARIA - O seu filho, o Kaio, ele…
BRUNO - Se matou, o Caio se matou mãe.
SOLANGE - O que?
BRUNO - Não é, Maria?
MARIA *Oprimida* - Sim…
SOLANGE - Cadê o meu filho? eu quero ver ele…
BRUNO - O corpo tá no chão do quarto.
*Solange corre até o quarto e vê Kaio morto no chão*
SOLANGE - Meu filho, meu filho. *Chora abraçando o corpo nu de Kaio*
BRUNO - Vou ao banheiro, não aguento esse drama horrível… Ah, e não achem que vão fingir, vou trancar a porta.
*Bruno sai e tranca a porta*
SOLANGE - Meu filho, Maria, me diz o que aconteceu, foi o Bruno né? O Bruno matou o meu filho.
MARIA - O Bruno tá maluco, ele cismou que eu e ele que terminamos há mais de dois meses ainda somos namorados, precisamos fugir daqui.
SOLANGE - Como? Não tem como.
MARIA - A janela. *Olha pela janela* - Não é tão alta, se eu for você vai?
SOLANGE - Vou, se você for, eu vou…
*Maria tenta abrir a janela*
MARIA - Tá emperrada. Me ajuda a abrir.
*Solange puxa a janela e consegue abrir junto à Maria*
MARIA - Eu vou…
*Bruno abre a porta e vê Maria tentando fugir*
BRUNO - Sua cachorra, vagabunda.
*Bruna puxa Maria pelo cabelo e a-tacando no chão apontando a arma pra sua cara*
BRUNO - Agora não tem mais volta, acabou pra você!
*Solange acerta uma garrafa em Bruno e que o deixa caído*
*Maria pega a arma caída no chão e aponta para Bruno*
SOLANGE - Não Maria, não faz isso com meu filho, eu te imploro.
MARIA - Desculpa dona Solange, mas é a única solução… *Começa a puxar o gatilho*
*Solange tira forças inacreditáveis de si mesma e sufoca Maria com as mãos na parede*
MARIA *Sendo sufocada* - Do… N, não… Faz isso.
*Maria sem poder respirar cai no chão*
*Solange pega a arma e atira em Maria*
SOLANGE - Ninguém vai matar o meu filho!
*Bruno se levanta do chão*
BRUNO - Sua idiota!
SOLANGE - Bruno, meu amor. *Tenta dar um abraço no filho*
BRUNO - Não encosta em mim sua idiota!
SOLANGE - Eu acabei de te salvar, ela ia te matar.
BRUNO - Eu não preciso da sua ajuda. Me dá essa arma.
SOLANGE - Não meu filho, vamos começar uma nova vida longe daqui.
BRUNO - Me dá essa arma!
SOLANGE - Eu te amo Bruno, eu te amo meu filho.
BRUNO - Eu não, eu nunca te amei.
*Solange pega a arma e aponta para si mesma*
BRUNO - O que tá fazendo?
SOLANGE - Se você não me ama, não tenho motivos pra viver.
*Solange atira em si mesma*

NARRAÇÃO DE BRUNO: Esqueça tudo que você já ouviu sobre finais felizes, eles não existem, dizem que o bem sempre acaba feliz, mas será que o bem existe mesmo?

Postar um comentário

0 Comentários
* Please Don't Spam Here. All the Comments are Reviewed by Admin.
8/sgrid/Destaques

Pesquisar este blog