Virada do Destino - Capítulo 17
CENA 01
Naquele mesmo exato momento passou na cabeça de Ernest que chegara o grande
dia que Amélia haveria sido liberta a qual havia sido acusada injustamente
pelo seu próprio pai, Vitório. No mesmo momento, Rosinete brigava com
Helena por causa da boneca que ela havia rasgado, Ernest com muita pressa,
pegava seu casaço no sofá e saia, sem se importar muito.
CENA 02
Ernest chegava em meio a prisão onde Amélia havia sido presa, ao sair do
carro e tirar seus óculos escuros, ele ia caminhando pelo lugar. No local
havia dois guardas com uma postura reta parados em frente ao portão que
estava fechado. Ernest, tomou a palavra.
Ernest - Com licença (Atento) Vocês poderiam me dá uma pequena informação?
Guarda 1 - Depende. Mas vamos lá. (Ouvindo atensiosamente)
Ernest - Hoje mesmo és o grande dia que uma mulher chamada, Amélia, fosse
liberta. Vocês sabem algo a respeito? (Perguntando ansiosamente)
Guarda 2 - Você quase chegou em exata hora... hoje mesmo a libertamos
detrás das grades.
Ernest - De qualquer maneira, obrigado pela atenção...
Ernest voltou correndo ao carro.
Ernest - Preciso encontra-lá, Amélia, custe o que custar, irei a encontrar.
(Pensamento)
CENA 03
Rosinete brigava com Helena na casa que cuspia novamente na cara dela.
Helena - Sua bruxa má, você não é gente, não é uma pessoa, você é um alien.
(Surtando)
Rosinete - Olha como você fala comigo sua pentalha. (Furiosa) Eu posso
muito bem jogar o Ernest contra a própria filhinha dele.
Helena - O Ernest nunca vai acreditar em você sua bruxa malvada. Nunca vai
acreditar em suas palavras. (Jogando as verdades na cara)
Rosinete - Melhor você se aquietar ou eu te mostro meu lado conspirador.
(Gritando)
A empregada observava tudo da casa e ia separar a briga.
Thelma - Senhora, eu sugiro que pare imediatamente. (Pedindo)
Rosinete - Tô em minha casa e faço o que eu bem tiver vontade, tenho minhas
razões sua empregadinha de quinta, você sabe que pode muito bem perder seu
emprego e além de perder eu ainda te humilho daqui das pontas dos pés,
imbecil.
A empregada se calava, mas ao mesmo tempo ficava parada sem voltar pro
serviço. Revoltada com a megera, Rosinete pegava o vaso da mesa sala,
jogava todas as rosas que continham dentro e levantava pelos braços com
toda sua força física.
Rosinete - Saia daqui antes que eu jogue esse vaso em você. (GRITANDO)
Thelma - Mas cê tá braba? (Chocada)
Rosinete - Eu quero que você morra sua IMBECIL DE MERDA. (GRITANDO)
CENA 04: (FAVELA /// CASA DE FIONA /// SALA /// 17H52)
Fiona e Marcel andavam juntos pela favela, e em meio a escada os dois
ficavam parados onde Marcel queria tomar a palavra.
Marcel - Será que eu posso ter uma conversinha com você? PELO MENOS UMA VEZ
NA VIDA (Surtando)
Fiona - Calma... não precisa gritar, que eu não sou surda dos ouvidos. Pode
falar. (Incomodada/Seria)
Marcel - Eu odeio morar nessa droga de cidade, naquele muquifo imundo que
você nos coloca, eu odeio essa sua cara de vaca, esse seu ar de gente
baixa, você jamais será uma mãe pra mim, jamais será uma amiga. Odeio
quando você me chama de amor, desgraçada. (Surtando)
Um certo silêncio compareceu ao meio da cena por alguns minutos.
Fiona - Então tá, você venceu. Eu estou sem respostas e palavras a lhe
dizer, só quero que você faça o seguinte, depois desse absurdo todo que
você falou na minha cara diante os meus olhos, quero que você pegue suas
coisas e vá morar em outro lugar porque eu não pago pra sustentar moleque
vagabundo como você. Não PAGO!!! (Jogando verdades na cara e gritando
emocionada ao mesmo tempo)
Marcel revoltada com a tia, empurrou ela da escada que morria ao cair no
final do degrau. A policia chegava no local e observava Marcel, ele fugia o
mais rápido que podia sem parar. As sacolas de suas mãos caiam.
CENA 05
Talisson e Amélia iam andando pelas ruas até irem até o bar que Amélia
trabalhava. Se passavam ótimas lembranças daquele local.
Amélia - Esse lugar fez parte da minha vida... (Emocionada)
Brandão ia levando o lixo pra fora quando sem querer jogava em Amélia, que
a qual ficava chocado.
Brandão - Desculpa moça... não foi bem minha intenção... (Surpreso)
Amélia??? é você?
Amélia - É muito bom vê-ló... (Sorrindo)
Brandão - Amélia, desculpa, eu não queria ter...
Amélia - Tá tudo bem, fica suave, não foi nada. (Rindo) Será que eu e o
Talisson podemos entrar e pedir alguma coisa?
Brandão - Mas é claro... e só pelo seu inesquecível retorno, eu vou cobrar
de graça por hoje rsrs. Menos pro mocinho, é claro. (Rindo)
Talisson - Vagabundo... (Pensamento)
CENA 06: (SÍTIO///CASA///18H20)
Laila estava na mesa catando o feijão enquanto sua vó Judith colocava a
água na panela.
Laila - Hoje a Amélia saiu da prisão... eu pensei que esse dia nunca fosse
chegar... (Bem motivada)
Judith - Mais uma virada na vida dessa menina... (Otimista) Eu acredito que
a Amélia seria incapaz de ter cometido todo aquele absurdo a qual a
desprezam tanto.
Laila - Eu penso da mesma forma... eu conheço a Amélia e tive uma boa
convivência com ela, eu a conheço e sei muito bem seu jeito de enxergar o
mundo.
Judith - Pobre Amélia... espero que ela consiga recuperar todos os seus
bens que ainda lhe restam.
CENA 07: (MANSÃO DOS SAMPAIOS /// SALA DE JANTAR /// 18H27)
Diana estava na mesa murmurrando enquanto Vitório se sentava.
Vitório - O que foi, meu amor? Não gosto nada da sua cara... (Surpreso)
Diana - Pois empatamos... ou melhor (Cinica) Hoje mesmo a Amélia foi
libertada do presídio.
Vitório - Se passaram 7 anos e eu nem percebi que o tempo havia se passado
tão rápido... parece que foi ontem mesmo que tudo isso aconteceu.
Diana - Por mim essa favelada de quinta categoria apodreceria lá dentro
mesmo. Odeio gente da laia dela, de mosca morta.
CENA 08
Talisson e Amélia estavam no bar conversando, quando de repente Brandão
interrompia o clima.
Brandão - Aqui está o suco que vocês mesmo pediram, se não se importarem,
eu posso ficar de papinho aqui mesmo.
Talisson - Por mim tanto faz... (Segurando a raiva)
Brandão olhava alguns segundos pra Amélia que ficava feliz ao vê-ló.
Brandão - Então Amélia, como foi todo esse tempo... dias e noites dentro
daquela cela?
Amélia - Prefiro nem lembrar... parecia uma eternidade, graças a Deus, eu
sair de lá. Todas as noites fiz minhas orações a Deus pedindo que me
tirasse de lá, e agora estou aqui, feliz e sã e salva.
Brandão - Eu fico muito feliz pela sua volta... saiba que eu acredito em
você, acredito que jamais você seria uma traficante desqualificada.
Amélia sorriu pra Brandão que ficava meio nervoso.
Amélia - Obrigado por todo esse carinho que você tem me dado nesses anos...
você é sem duvidas uma das melhores pessoas a qual eu conheci e tive prazer
de conhecer.
Amélia se levantava da mesa e ia caminhando até o banheiro. Brandão e
Talisson se olhavam.
Brandão - Ela tem um jeito que agrada qualquer um...
Talisson - Tira o olho, viu?
Brandão - Que vença o melhor.
CENA 09
Marcel fugia da policia pelos quatro cantos da cidade, quando ficava parado
em meio há uma ponte da cidade. A policia cercava o local e começava a
disparar balas, naquele momento Marcel pulou da ponte fazendo referência a
Nazaré Tedesco e acabou morrendo afogado.
CENA 10: (MANSÃO D'VILLA///PISCINA///19H02)
Eron e Marília estavam na piscina junto com Lisie e Alan. Os quatro estavam
APROVEITANDO a relação.
Eron - Eu faço um brinde pelos 7 anos de casados com Marília Menezes
D'villa. (Levantando a taça)
Marília - Meu unicórnio fofo. (Rir)
Marília e Eron brindavam, enquanto Lisie e Alan se agarravam.
Alan - Nossas vidas só tem a melhorar a cada dia.
Lisie - É muito ver meu campeão arrebentando na dramaturgia.
Alan - Estou prestes a estrelar o elenco de Tieta, após a incrível Vale
Tudo. Pena que só vai ser uma participação de 10 capítulos.
CORTA PARA:
CENA 11
Amélia e Talisson iam andando pelas ruas até tarde da noite. Quando os dois
paravam em frente há um hotel.
Amélia - Ficarei hospedada aqui por um tempo, obrigada por tudo.
(Lisonjiada)
Talisson - Você sempre pode contar comigo, minha princesa. (Fazendo um
charme pra ela)
Amélia entrava dentro do hotel e conseguia um quarto pra se hospedar .
CENA 12
Talisson chegava na mansão e mandava a empregada guardar seu paletó quando
Diana caminhava até a sala e o surpreendia com um tapa.
Talisson - Por que você me batou? (Serio) O que eu fiz de mal?
Diana - Eu sei muito bem que você passou esse tempo inteiro se encontrando
com aquela lambisgoia da Amélia. (Furiosa/Indignada)
Talisson - E se eu me encontrava com ela, qual é o problema? Você não deve
se meter no que não lhe interessa.
Diana dava outro tapa na cara de Talisson.
Diana - Você não tens o direito de falar assim nesse tom de voz comigo, fui
eu que rasguei esse negócio pra lhe parir.
Talisson - Você não és uma mãe digna pra mim, sua velha caduca.
Talisson saia da sala deixando Diana falando sozinha.
CENA 13
Ernest chegava em casa após não ter conseguido nenhum contato a respeito de
Amélia, quando ele observava Helena chorando.
Ernest - Por que você está chorando? (Preocupado) E que bagunça enorme
nessa casa... parece que caiu um furacão aqui...
Rosinete aparecia e discutia com Ernest.
Rosinete - Aonde você estava até essa exata hora? (Indignada/Discutindo)
Ernest - Não tenho porque lhe dá satisfação... não gosto da maneira como
você trata minha filha. (Tom arrogante)
Rosinete - Eu trato da maneira como ela merece ser tratada. (Cinica)
Ernest - Você só diz isso porque ela não é sua filha legítima, não contém
seu sangue. Mas e se fosse?
Rosinete - Eu jamais teria uma filha retardada sem juízo como essa morta de
fome que não tem onde cair morta.
Ernest - Você foi longe demais... eu realmente seguir o caminho contrário
do que seria o certo. Quero me separar de você, Rosinete.
Rosinete - Você não pode fazer uma coisa dessas, Ernest... eu vou morrer ou
me suicidar se você fizer um absurdo desses.
Ernest - Não cometa esse tipo de loucura, estou lhe falando...
CORTA PARA:
CENA 14
Amélia não conseguia esquecer Ernest quando estava no quarto do hotel onde
estava hospedada. Passava várias lembranças dos dois juntos em sua cabeça,
Amélia não conseguia esquecer cada momento, cada beijo, cada carinho que
Ernest lhe dava.
Amélia - Uma pena que aquela desgraçada da Rosinete e Vitório tenham armado
essa cama de gato pra cima de mim. Eles que não tem onde cair morto, mas
eles vão ver o que eu sou capaz de fazer com cada um.
CORTA PARA:
CENA 15
Amanhecia...
(FAVELA /// CASA /// 08H55)
Raquel ia até a bancada do jornal quando soube da morte da sua tia e de
Marcel. Ela ficava abalada.
Raquel - Como o ser humano é horrível, meu Deus...
CENA 16: MANSÃO DE ROSINETE /// QUARTO
Ernest acordava e vestia suas roupas, enquanto Rosinete acordava.
Rosinete - Aonde você vai, Ernest?
Ernest - Trabalhar é claro... (Grosso)
Rosinete - Ernest, eu não queria ter brigado com você... mas realmente eu
concordo com o seu ponto de vista, se você quiser se separar de mim, tudo
bem... mas eu penso de outra forma, eu quero dá um tempo pra você repensar,
alias, pra nós repensamos sobre a nossa convivência, os nossos problemas...
Ernest - Adorei a ideia, eu apoio plenamente.
CORTA PARA:
CENA 17
Em câmera letra, mostra cenas de Rosinete toda deslubramte fazendo uma
viagem a Europa. Close nela entrando no avião.
CENA 18
Amélia saia do hotel pela calçada, andava até a banca de jornais prestes a
ler as notícias do dia. Ernest estava dirigindo de carro em alta velocidade
quando seu coração começava a acelerar e ele sentia que Amélia estava por
perto, ao olhar pra trás e diminuir a velocidade do combustível, ele via
claramente Amélia de longe em direção há uma banca e voltava atrás.
Amélia - Ernest Rodrigues Sampaio? (Bem surpresa) Que milagre poder
reencontra-ló. (Sem reação naquele exato momento)
Ernest - Amélia... (Chocado) Eu pensei que nunca mais ia lhe ver outra vez,
mas o destino novamente lhe trouxe no meu caminho. Eu sentir o destino
falando comigo, eu sentir o coração e as vozes me dizendo que você estava
por perto. (Emocionado) É muito bom lhe ver novamente. Um grande amor de
longe.
Amélia - Pensei que você ainda estivesse completamente zangado comigo,
depois daquela nossa última noite juntos e a última vez qe você olhou nos
meus olhos, depois disso, você nunca mais teve um contato comigo, não foi a
prisão me visitar, nem nada.
Ernest - Aconteceu tanta coisa que eu não sei por onde começar a me
explicar... mas o importante agora é que conseguimos nos encontrar
novamente. O Meu amor por você é grande, acredite. (Emocionado) Quem vive
de passado é museu, eu não dou a mínima seja lá de qual tradição você for,
a única coisa que importa agora é meu amor por você.
Ernest beijava Amélia na banca de jornais.
GANCHO

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