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Amor Distinto - 06° Episódio [ÚLTIMOS EPISÓDIOS]


6° Episódio [RETA FINAL]

(CENA 1 – Noite / Apartamento de Jhonatan e Kauan)

P.O.V Kauan

Kauan – Daniel? – Pergunto a mim mesmo e abro a porta do meu apartamento rapidamente.

Daniel – Kauan, se afaste dessa mulher! – Ele grita. A mulher estava com uma arma na mão, ela errou aquele tiro que eu escutei.

Desconhecida – Então você é o Kauan... – Ela diz como se me conhecesse.

Kauan – Quem é você? O que faz aqui? – Pergunto nervoso.

Julieta – Sou Julieta Córcega. Não sabe o prazer que eu tenho em lhe ver aqui na minha frente. – Ela diz confiante e sorrindo.

Kauan – Você não sabe a vontade que eu tenho de tirar esse sorriso do seu rosto... – Digo com raiva.

Julieta – Não se preocupe, não será necessário. Eu já estou me retirando. – Ela guarda a arma na bolsa. Ela para na porta e se vira. – Ah, eu tenho um recadinho para você. – Ela diz cinicamente.

Kauan – Qual seria esse recadinho? – Falo friamente.

Julieta – Nunca mais chegue perto do Jhonatan, certo? – Ela diz com um sorriso no rosto.

Kauan – Vai embora daqui! – Grito furioso.

Julieta – Tudo bem... depois nós acertamos as nossas contas. – Ela fala olhando para o Daniel e vai embora.

Kauan – Daniel! Quem é essa mulher? – Pergunto furioso.

Daniel – Calma, Ka. – Ele diz calmo.

Kauan – Não me chame de “Ka”, por favor. Não combina contigo. – Digo em tom de deboche.

Daniel – E o que combina comigo? – Ele pergunta cinicamente.

Kauan – Quem sabe narcotráfico? – Pergunto debochando.

Daniel – Q-quem lhe falou isso? – Ele pergunta gaguejando e nervoso.

Kauan – A própria Julieta tem cara de ser a rainha do tráfico. No que você se meteu, Daniel? – Pergunto seriamente.

Daniel – Kauan, eu não sei do que você está falando. – Ele diz mentindo.

Kauan – Já chega de mentir, Daniel! O que você fez para aquela mulher vir com uma arma aqui? – Pergunto nervoso.

Daniel – Para de fazer tantas perguntas! – Ele grita nervoso.

Kauan - *suspiro* Você vai me perdoar Daniel, mas eu não vou deixar um traficante aqui dentro da minha casa. – Digo sério. – Eu quero que você vá embora agora mesmo deste apartamento, você está expulso daqui de dentro. – Digo dando ênfase ao “expulso”.

Daniel – Ka, você não pode fazer isso! – Ele grita.

Kauan – Primeiramente, eu já lhe disse para não me chamar de “Ka”. Segundamente, eu não vou ser cumplice de narcotraficante, principalmente dentro do meu apartamento. – Digo confiante.

Daniel – Pois bem, você é quem sabe... mas saiba de uma coisa. Você ainda não viu a minha verdadeira face, quando a descobrir não volte implorando. – Ele me ameaça.

Kauan – Eu não tenho medo de você, Daniel. Eu prometi paz pelo o Jhonatan, mas essa é a gota d´água. – Digo. – Você tem meia hora para arrumar as suas malas e sair de dentro da minha casa. Se não eu serei obrigado a chamar a polícia, e eu acho que você não vai querer isso. – Digo também o ameaçando.

Daniel – Eu estou indo preparar as minhas coisas, mas reflita sobre o que eu lhe disse... – Ele diz e vai para o quarto arrumar as coisas dele.

(CENA 2 – Noite / Casa de Joana)

P.O.V Joana

Diego – Como assim o meu pai está morto? – Ele pergunta triste.

Joana – Ele está morto, morto para mim e para todos que o rodeia. – Falo com rancor.

Renan – Mas ele está morto mesmo ou somente na sua cabeça? – Ele pergunta, quebrando novamente o clima.

Diego – Renan! – Ele diz baixo, o repreendendo.

Renan – Perdão, senhora. – Ele diz envergonhado.

Joana – Não se preocupe. – Digo sorrindo.

Diego – Joana, do que o meu pai morreu? – Ele pergunta.

Joana – Eu responderei em outros dias, Diego. Hoje nós só temos que comemorar, certo? – Pergunto e ele concorda com a cabeça.

(CENA 3 – Manhã / Apartamento de Jhonatan e Kauan)

P.O.V Kauan

(O Jhonatan vai receber alta hoje, estava o esperando ansiosamente. Ele entra pela a porta, mas junto ao seu enfermeiro “Alex”.)

Kauan – Jhonatan! – Digo alegre indo o abraçar. – E... Alex? – Pergunto confuso.

Jhonatan – A doutora o mandou aqui, ele vai ficar aqui até eu me sentir um pouco melhor. – Ele diz, eu fico com uma cara de ranço.

Alex – Bom dia, Kauan. – Ele diz com tom irônico.

Jhonatan – Eu vou para o meu quarto. Fiquem conversando um pouco para se conhecerem melhor. – Ele diz friamente e vai para o quarto.

Kauan – O que você veio fazer aqui? – Pergunto com raiva.

Alex – Como ele mesmo disse, a doutora me mandou vir. Espero que não haja problema, tem? – Ele pergunta ironicamente.

Kauan – Claro que tem, um grande problema. – Digo debochando.

(CENA 4 – Manhã / Advocacia Vega)

P.O.V Joana

(O meu telefone começou a tocar, resolvi ir atender.)

(No Telefone.)

Joana – Alô? – Pergunto.

Valentina – Joana! – Ela diz chorando.

Joana – Por que você está ligando a essa hora para a sua advogada? – Pergunto ironicamente.

Valentina – Joana, eu fui levada para a cadeia. Eu estou presa aqui porque encontraram drogas dentro da minha casa, mas eu juro que eu não tenho nada a ver com isso. – Ela diz desesperada.

Joana – Você me pediu para eu não lhe ajudar em nada além do divórcio. – Falo nervosa.

Valentina – Por favor, Joana. Me perdoa por tudo que eu falei naquela hora, eu estava muito nervosa. – Ela diz, ainda desesperada.

Joana – Eu não sei, Valentina. Talvez eu vá lhe ajudar. – Eu digo friamente e desligo o telefone. – Eu não vou me humilhar a isto, Valentina. – Digo a mim mesma.

(CENA 5 – Manhã / Casa alugada de Daniel)

P.O.V Daniel

(Alguém bateu na porta da casa em que eu estava, vou lá abri-la.)

Daniel – Policial? – Pergunto assustado.

Policial – O senhor é Daniel Martins? – Ele pergunta seriamente.

Daniel – Sim, por quê? – Pergunto ainda assustado.

Policial – Você é irmão de Clara Martins? – Ele pergunta.

Daniel – Sim. O que vieram fazer aqui? – Pergunto assustado.

Policial – Calma, eu vim lhe dar uma triste notícia. A sua irmã, Clara, ela está morta. – Ele fala e o meu coração acelera.
(Começa a tocar “Escopeta” de Alex Sirvent como música incidental de fundo.)
Daniel – O que? C-como assim a minha irmã está morta? Desde quando? – Pergunto nervoso.
Policial – Se acalme! – Ele grita.
Daniel – Eu não posso me acalmar, como você quer que eu fique depois de saber que a minha única irmã está morta? – Falo chorando.
Policial – Bom, já viemos dar o recado. Até mais, senhor. – Eles vão embora e eu fecho a porta.
Daniel – Como ela pode ter morrido? – Pergunto a mim mesmo enquanto chorava. Uma ideia veio a minha cabeça. – Claro... só pode ter sido a Julieta! – Eu tiro essa conclusão sozinho. Eu me levanto rapidamente e vou a caminho da casa de Julieta.
(CENA 6 – Tarde / Apartamento de Jhonatan e Kauan)
P.O.V Kauan
(Estava deitado no sofá da sala até ouvir o Jhonatan me chamando.)
Jhonatan – Kauan! – Ele grita, me chamando ao quarto dele. Eu vou até lá.
Kauan – O que foi meu amor? – Pergunto fazendo biquinho.
Jhonatan – Eu estou com vontade de sair daqui. – Ele diz.
Kauan – Bom, nós podemos ir para a praça ou um parq... – Eu digo até ele me interromper.
Jhonatan – Não! Não é nesse tipo de “sair” que eu estou falando. Eu quero viajar para outro estado, como o Rio de Janeiro, mas eu quero que você também vá comigo. – Ele diz um pouco sério.
Kauan – Sim! Claro que sim meu amor, eu farei tudo o que você disser ou quiser. Eu irei ir para aonde você for, certo? – Eu digo e ele me puxa para um beijo, um pouco parecido ao o que tivemos no hospital. Nossos lábios se afastam por falta de ar.
Jhonatan – Então é bom ir arrumando as suas malas porque você irá hoje mesmo comigo. – Ele diz alegre e se levantando da cama. – Alex, prepare as minhas coisas enquanto eu vou ajudar o Kauan. – Ele ordena ao “Alex”.
Alex – Tudo bem, Jhonatan. – Ele diz um pouco sério.
P.O.V Alex
Pensamento: Alex – Quem ele pensa que é para me exigir isso? Eu sou o seu enfermeiro, não o seu empregado. – Penso estressado.
(Jhonatan e Kauan saem do quarto, Alex começa a arrumar a mala de Jhonatan.)
Alex – Bando de inúteis, nem para guardar essas roupas servem. – Reclamo sozinho. Eu vejo uma roupa cobrindo algo, curioso, resolvo tirá-la de cima. – Ah, os remédios do Jhonatan. Aqueles dois são tão bagunçados que até isso podem esquecer. – Digo e quase coloco os remédios na mala. Uma ideia vem na minha cabeça e eu escondo os remédios do Jhonatan.
(Começa a tocar “RR Dramatica 2” de Roberto Roffiel del Rio como música incidental.)
Pensamento: Alex - Quanto mais estresse mais efetividade no plano... – Penso com um sorriso “maquiavélico” no rosto.
(CENA 7 – Tarde / Delegacia do Rio de Janeiro)
P.O.V Valentina
(Eu estava escorada nas grades da cela até chegar a carcereira. Ela abre a minha cela.)
Carcereira – A sua advogada veio falar contigo! – Ela diz com uma cara fechada, achava até assustadora na verdade. Eu não falo nada e vou para a sala de visitas.
Valentina – Joana! – Eu digo alegre em vê-la. Eu vou correndo abraçá-la, mas ela me “trava” com as duas mãos.
Joana – Dra. Vega para você! – Ela exclama com uma cara fechada e bastante chateada.
Valentina – Joana, por favor, não faz isso comigo. – Eu imploro a ela.
Joana – Eu não estou fazendo nada contigo, Valentina. Foi você quem me magoou completamente com as suas palavras! – Ela grita nervosa.
Valentina – Joana, por favor, me perdoa. – Eu digo chorando um pouco.
Joana – Não, Valentina. Já deu na época que eu era humilhada por tudo e por todos. – Ela fala uma coisa um pouco parecida ao o que eu disse sozinha em casa. – Há muito tempo atrás eu fui completamente abandonada pelo um maldito. Ele me deixou com um filho para cuidar, sozinha. Eu era tão inocente, achava que ele me amava... Nunca achei que um dia ele fosse me abandonar... Mesmo com todas essas dificuldades e humilhações eu consegui me reerguer. Por isso eu não tenho mais que passar por nenhuma humilhação e você muito menos deve ficar implorando para mim. Por isso eu digo que esse não é o caminho – Ela desabafa.
Valentina – Joana, eu não estou me humilhando. Eu só quero o seu perdão. – Eu digo chorando.
Joana – Não, Valentina. Você não me entendeu, eu não posso mais continuar lhe ajudando. Você ainda continua casada com o pai do meu filho. – Ela grita.
(Começa a tocar “RR Dramatica 4” de Roberto Roffiel del Rio como música incidental.)
Valentina – Por isso eu lhe pedir ajuda, para me divorciar do Mi... – Eu me interrompo para raciocinar. Tiro a minha própria conclusão. – O Miguel é o pai do seu filho? Ou melhor, o Miguel tem um filho? – Pergunto nervosa.
Joana – Sim, Valentina. Eu sou a mãe do único filho dele, Diego. – Ela diz nervosa.

(CENA 8 – Tarde / Casa de Julieta)
P.O.V Julieta
(Eu estava deitada perfeitamente na minha cama. Minha empregada me chama desesperada e gritando.)
Sophia – Senhora! – Ela grita e repete várias vezes, desesperada.
Julieta – O que foi criatura? Não vê que estou ocupada? – Eu grito irritada.
Sophia – A policia está chamando a senhora. – Ela diz.
Julieta – O que? – Pergunto preocupada.
Sophia – Sim, eles disseram que estão atrás de você pelo o assassinato de Clara Martins. – Ela fala e eu fico ainda mais nervosa.
Julieta – Não! Isso não é verdade... – Eu falo completamente fora de si. – Sophia! Comece a arrumar as minhas malas, rápido! – Grito nervosa.
P.O.V Daniel
(Eu estava chegando na casa de Julieta e vejo a policia em frente a porta da sua casa.)
Policial – Senhor! Você não pode passar. – Ele grita.
Daniel – Perdão, mas chegou a hora do meu acerto de contas. – Eu digo furioso. Eu passo da “barragem” dos policias e eles não tentam mais me impedir. Eu dou um chute na porta, o que faz com que ela caia rapidamente.
(Começa a tocar “RR Dramatica 5” de Roberto Roffiel del Rio como música incidental.)
(Eu entro na casa de Julieta.)
Policial – Senhor! – Ele grita.
Daniel – Me deixa, eu sei o que estou fazendo! – Eu grito de volta.
(Eu subo as escadas e chego ao quarto de Julieta, ela estava sozinha se encarando frente a frente ao seu espelho.)
Julieta – Eu estava a sua espera. – Ela diz confiante.
Daniel – Você é uma desgraçada... – Falo nervoso.
Julieta – Eu sei o que veio fazer aqui, atrás de saber se eu tenho algo a ver com a morte da sua irmãzinha, né? – Ela diz cinicamente e se vira de frente para mim.
Daniel – Eu conheço você, Julieta. Você nunca sujaria as suas mãos com sangue, principalmente enquanto estava em Nova York. Por isso eu lhe peço, ou melhor, eu te exijo que você me diga agora quem matou a minha irmã! – Grito nervoso.
Julieta – Se acalma, querida. Eu vou te dar uma maracugina para você se acalmar. – Ela diz ainda cínica, mas parecia ter perdido a razão.
Daniel – Eu exijo que me diga quem matou a Clara! – Eu grito furioso. Eu puxo ela pelo o seu braço fortemente e o aperto. Ela basicamente estava colada ao meu lado.
Julieta – Eu nunca vou lhe dizer, você não merece saber disso. Além do mais eu não sei o porquê você está tão preocupado, você sempre odiou a Clara por lhe ter “roubado” o Jhonatan. – Ela diz cinicamente.
Daniel – Você já chegou ao meu limite, Julieta! – Grito furioso e fora de si. Eu pego a arma que estava no bolso dela e aponto para a cabeça dela.
Julieta – Você é um covarde, Daniel. Sei que nunca teria coragem de disparar uma arma, principalmente se fosse na sua “chefa”. – Ela diz confiante.
Daniel – Você tem certeza? Além do mais eu já matei o meu chefe, que pelo o que eu me lembre era o seu marido, ou você vai me dizer que esqueceu quem mandou o matar? – Digo afrontando-a.
Policial – Julieta, nós só daremos mais 5 minutos para você sair. – Ele ameaça.
Julieta – Daniel, eu não tenho mais muito tempo. Se você me ajudar a fugir eu juro que lhe direi quem matou a sua irmã, mas antes disso você tem que escapar comigo. – Ela faz uma proposta rapidamente.
Daniel – Eu só aceitarei se você me ajudar com a vingança ao homem que me iludiu completamente e ao seu amigo insuportável. Jhonatan e Kauan. – Eu digo rancorosamente.
Julieta – Por mim tudo bem, mas desses dois eu já tenho uma ótima ideia há muito tempo. – Ela diz confiante. Nós apertamos as mãos como forma de concordância.
Sophia – Senhora, as suas malas já estão prontas. – Ela diz rapidamente.
Julieta – Ótimo. Daniel, me ajude a fugir pela a janela. Já você, Sophia... eu não tenho muitas notícias boas. – Ela diz. Julieta simboliza com a cabeça para eu “aniquilar” a empregada dela.
Sophia – O que a senhora está dizendo com isso? – Ela pergunta preocupada. Eu aponto a arma para a Sophia.
Julieta – Perdão, Sophia. Eu não gosto de permanecer com cúmplices. – Ela diz cinicamente.
Sophia – Eu nunca fiz nada para a senhora, por que está fazendo isso comigo? – Ela diz chorando. Eu destravo a arma que estava apontada para a cabeça dela.
Julieta – Como eu havia falado, perdão. – Ela diz calmamente. Ela simboliza com a cabeça para eu realizar o tiro.
(Eu puxo o gatilho e atiro a queima-roupa contra a cabeça de Sophia, ela cai morta no chão.)
Julieta – É desta maneira que eu quero que você aja, Daniel. Se você continuar assim eu e você poderemos voltar com as nossas “brincadeirinhas” ... – Ela diz com um sorriso malicioso.
Daniel – Para de falar essas baboseiras e desça logo pela a janela, não temos muito tempo, principalmente agora com o barulho desse tiro. – Digo rapidamente.
Julieta – Certo, mas espero que não se esqueça que a “rainha do tráfico” aqui sou eu, ok? – Ela diz e desce pela a janela. Eu vou junto a ela e desço também logo em seguida.
(CENA 9 – Tarde / Delegacia do Rio de Janeiro)
P.O.V Valentina
(Eu estava perplexa com o que ela tinha me falado.)
Valentina – Por que você nunca tinha me falado sobre isso? – Eu pergunto preocupada.
Joana – Medo, eu tinha medo de dizer que já tive um filho com o seu marido. – Ela diz nervosa.
Valentina – Ex! Ele já é o meu ex-marido. – Digo confiante.
Joana – Agora você entende o meu ponto de vista? – Ela pergunta triste.
Valentina – Claro que entendo, isso jamais teria passado pela a minha cabeça. – Eu digo. Ela se levanta e rapidamente me abraça.
Joana – Me perdoa! Me perdoa, Valentina! – Ela diz nervosa e quase chorando.
Valentina – Joana, você disse que jamais ia se humilhar novamente, por isso eu não quero que você chore. Além do mais eu é quem devo que te pedir perdão, eu fui quem te maltratei naquele dia e... – Eu falo e ela me interrompe.
Joana – Eu não estou falando daquilo, estou falando disso... – Ela diz nervosa e me rouba um beijo.
(Começa a tocar “Jamás Abandoné” de Laura Pausini como música de fundo.)
(O beijo foi bem demorado, mais do que eu esperava. O mesmo beijo deve ter continuado por uns 10 segundos, eu tentava rejeitar, mas algo dentro de mim me impedia. Depois disso nós duas afastamos os nossos lábios por falta de ar.)
Joana – Valentina, eu... – Ela tenta pedir desculpas, mas eu a interrompo colocando os meus dois dedos nos lábios dela em prol a “silêncio”.
Valentina – Você não precisa dizer nada, Joana. A sua ação já mostrou bastante coisa... – Eu digo alegre. Ela, emocionada, me abraça e chora no meu ombro.
(CENA 10 – Noite / Aeroporto de Guarulhos)
P.O.V Jhonatan
Kauan – Três passagens para o Rio de Janeiro, por favor. – Ele diz educadamente a atendente.
Jhonatan – Amor, isso ainda vai demorar muito? Quero ir no banheiro. – Eu pergunto “apertado”.
Kauan – Pode ir, Jhon. Porém eu quero que você tenha cuidado. – Ele diz me dando um selinho rápido.
Jhonatan – Eu já estou indo... – Eu digo e vou ao banheiro.
(No banheiro.)
Jhonatan – Ufa! Já estava muito apertado... – Digo isso e fecho o zíper da minha calça. – Que barulho é esse? – Eu escuto um barulho de passos.
Daniel – Julieta! Olha bem se não tem ninguém vindo para cá. – Ele diz nervoso. Era o Daniel?
Julieta – Calma, eu já tranquei a porta. – Ela diz mais calma.
Daniel – Então... quem matou a minha irmã? – Ele diz calmamente.
Pensamento: Jhonatan – Se esse for o Daniel... ele quer dizer que a Clara está morta? – Penso um pouco nervoso.
Julieta – Isso não é o mais importante agora, nós temos que pensar em como vamos fugir daqui de São Paulo com todas essas drogas. – Ela diz nervosa.
Daniel – Drogas? – Ele pergunta assustado. – Como assim você trouxe as drogas? Você é burra por acaso? – Ele diz nervoso.
Julieta – Eu sou a “rainha do tráfico”, isso é o que não podia faltar. O meu único medo é na revista dos policiais, já que o nosso avião/jato é particular. – Ela diz mais calma.
Pensamento: Jhonatan – Drogas? Rainha do tráfico? Do que eles estão falando? – Eu começo a sentir uma tontura estranha e uma vontade enorme de extrair algo de dentro de mim.
Daniel – Eu sei, Julieta. Mas eu quero saber agora mesmo, quem matou a Clara? – Ele pergunta nervoso.
Julieta – Você quer saber quem foi? Pois bem, foi o Miguel, o marido da minha maldita enteada. – Ela diz nervosa.
Daniel – O que? Quem é Miguel e o que ele t... – Foi a última coisa que eu escutei antes de minha visão ficar escura e eu ter desmaiado.
P.O.V Daniel
Daniel – Que barulho foi esse? – Escuto algum barulho vindo das cabines com os vasos sanitários.
Julieta – Isso é sangue?! – Ela diz em choque e aponta para o chão, onde tinha uma poça de sangue. Não parecia sangue normal e sim vômito.
Daniel – Vamos sair logo daqui. Temos que ir pro Rio de Janeiro o mais rápido possível. – Digo apressadamente.
Julieta – Certo... vamos! – Ela diz e nós saímos de lá.
P.O.V Kauan
(Eu já tinha comprado as passagens e tudo, mas o Jhonatan estava demorando demais. Eu estava sentado em um banco e me surpreendi ao ver o Daniel e a tal da Julieta saindo do banheiro. Eu, então assustado, vou até o banheiro.)
Kauan – Isso é sangue?! – Eu disse ao ver um sangue saindo da cabine do vaso sanitário. Desesperado, eu arrombo a porta em que saia esse sangue. – Jhonatan?! – Eu digo em choque e apavorado.

CONTINUA...

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Escolha uma opção com cuidado, porque as suas escolhas terão futuras consequências.

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