(CENA 1 – Noite /
Apartamento de Jhonatan e Kauan)
P.O.V Kauan
Kauan – Daniel? – Pergunto a mim mesmo e abro a porta do meu
apartamento rapidamente.
Daniel – Kauan, se afaste dessa mulher! – Ele grita. A
mulher estava com uma arma na mão, ela errou aquele tiro que eu escutei.
Desconhecida – Então você é o Kauan... – Ela diz como se me
conhecesse.
Kauan – Quem é você? O que faz aqui? – Pergunto nervoso.
Julieta – Sou Julieta Córcega. Não sabe o prazer que eu
tenho em lhe ver aqui na minha frente. – Ela diz confiante e sorrindo.
Kauan – Você não sabe a vontade que eu tenho de tirar esse
sorriso do seu rosto... – Digo com raiva.
Julieta – Não se preocupe, não será necessário. Eu já estou
me retirando. – Ela guarda a arma na bolsa. Ela para na porta e se vira. – Ah,
eu tenho um recadinho para você. – Ela diz cinicamente.
Kauan – Qual seria esse recadinho? – Falo friamente.
Julieta – Nunca mais chegue perto do Jhonatan, certo? – Ela
diz com um sorriso no rosto.
Kauan – Vai embora daqui! – Grito furioso.
Julieta – Tudo bem... depois nós acertamos as nossas contas.
– Ela fala olhando para o Daniel e vai embora.
Kauan – Daniel! Quem é essa mulher? – Pergunto furioso.
Daniel – Calma, Ka. – Ele diz calmo.
Kauan – Não me chame de “Ka”, por favor. Não combina
contigo. – Digo em tom de deboche.
Daniel – E o que combina comigo? – Ele pergunta cinicamente.
Kauan – Quem sabe narcotráfico? – Pergunto debochando.
Daniel – Q-quem lhe falou isso? – Ele pergunta gaguejando e
nervoso.
Kauan – A própria Julieta tem cara de ser a rainha do
tráfico. No que você se meteu, Daniel? – Pergunto seriamente.
Daniel – Kauan, eu não sei do que você está falando. – Ele
diz mentindo.
Kauan – Já chega de mentir, Daniel! O que você fez para
aquela mulher vir com uma arma aqui? – Pergunto nervoso.
Daniel – Para de fazer tantas perguntas! – Ele grita
nervoso.
Kauan - *suspiro* Você vai me perdoar Daniel, mas eu não vou
deixar um traficante aqui dentro da minha casa. – Digo sério. – Eu quero que
você vá embora agora mesmo deste apartamento, você está expulso daqui de
dentro. – Digo dando ênfase ao “expulso”.
Daniel – Ka, você não pode fazer isso! – Ele grita.
Kauan – Primeiramente, eu já lhe disse para não me chamar de
“Ka”. Segundamente, eu não vou ser cumplice de narcotraficante, principalmente
dentro do meu apartamento. – Digo confiante.
Daniel – Pois bem, você é quem sabe... mas saiba de uma
coisa. Você ainda não viu a minha verdadeira face, quando a descobrir não volte
implorando. – Ele me ameaça.
Kauan – Eu não tenho medo de você, Daniel. Eu prometi paz
pelo o Jhonatan, mas essa é a gota d´água. – Digo. – Você tem meia hora para
arrumar as suas malas e sair de dentro da minha casa. Se não eu serei obrigado
a chamar a polícia, e eu acho que você não vai querer isso. – Digo também o
ameaçando.
Daniel – Eu estou indo preparar as minhas coisas, mas
reflita sobre o que eu lhe disse... – Ele diz e vai para o quarto arrumar as
coisas dele.
(CENA 2 – Noite /
Casa de Joana)
P.O.V Joana
Diego – Como assim o meu pai está morto? – Ele pergunta
triste.
Joana – Ele está morto, morto para mim e para todos que o
rodeia. – Falo com rancor.
Renan – Mas ele está morto mesmo ou somente na sua cabeça? –
Ele pergunta, quebrando novamente o clima.
Diego – Renan! – Ele diz baixo, o repreendendo.
Renan – Perdão, senhora. – Ele diz envergonhado.
Joana – Não se preocupe. – Digo sorrindo.
Diego – Joana, do que o meu pai morreu? – Ele pergunta.
Joana – Eu responderei em outros dias, Diego. Hoje nós só
temos que comemorar, certo? – Pergunto e ele concorda com a cabeça.
(CENA 3 – Manhã /
Apartamento de Jhonatan e Kauan)
P.O.V Kauan
(O Jhonatan vai
receber alta hoje, estava o esperando ansiosamente. Ele entra pela a porta, mas
junto ao seu enfermeiro “Alex”.)
Kauan – Jhonatan! – Digo alegre indo o abraçar. – E... Alex?
– Pergunto confuso.
Jhonatan – A doutora o mandou aqui, ele vai ficar aqui até
eu me sentir um pouco melhor. – Ele diz, eu fico com uma cara de ranço.
Alex – Bom dia, Kauan. – Ele diz com tom irônico.
Jhonatan – Eu vou para o meu quarto. Fiquem conversando um
pouco para se conhecerem melhor. – Ele diz friamente e vai para o quarto.
Kauan – O que você veio fazer aqui? – Pergunto com raiva.
Alex – Como ele mesmo disse, a doutora me mandou vir. Espero
que não haja problema, tem? – Ele pergunta ironicamente.
Kauan – Claro que tem, um grande problema. – Digo
debochando.
(CENA 4 – Manhã /
Advocacia Vega)
P.O.V Joana
(O meu telefone
começou a tocar, resolvi ir atender.)
(No Telefone.)
Joana – Alô? – Pergunto.
Valentina – Joana! – Ela diz chorando.
Joana – Por que você está ligando a essa hora para a sua
advogada? – Pergunto ironicamente.
Valentina – Joana, eu fui levada para a cadeia. Eu estou
presa aqui porque encontraram drogas dentro da minha casa, mas eu juro que eu
não tenho nada a ver com isso. – Ela diz desesperada.
Joana – Você me pediu para eu não lhe ajudar em nada além do
divórcio. – Falo nervosa.
Valentina – Por favor, Joana. Me perdoa por tudo que eu
falei naquela hora, eu estava muito nervosa. – Ela diz, ainda desesperada.
Joana – Eu não sei, Valentina. Talvez eu vá lhe ajudar. – Eu
digo friamente e desligo o telefone. – Eu não vou me humilhar a isto,
Valentina. – Digo a mim mesma.
(CENA 5 – Manhã /
Casa alugada de Daniel)
P.O.V Daniel
(Alguém bateu na
porta da casa em que eu estava, vou lá abri-la.)
Daniel – Policial? – Pergunto assustado.
Policial – O senhor é Daniel Martins? – Ele pergunta
seriamente.
Daniel – Sim, por quê? – Pergunto ainda assustado.
Policial – Você é irmão de Clara Martins? – Ele pergunta.
Daniel – Sim. O que vieram fazer aqui? – Pergunto assustado.
Policial – Calma, eu vim lhe dar uma triste notícia. A sua
irmã, Clara, ela está morta. – Ele fala e o meu coração acelera.
(Começa a tocar “Escopeta” de Alex Sirvent como música
incidental de fundo.)
Daniel – O que? C-como assim a
minha irmã está morta? Desde quando? – Pergunto nervoso.
Policial – Se acalme! – Ele grita.
Daniel – Eu não posso me acalmar,
como você quer que eu fique depois de saber que a minha única irmã está morta?
– Falo chorando.
Policial – Bom, já viemos dar o
recado. Até mais, senhor. – Eles vão embora e eu fecho a porta.
Daniel – Como ela pode ter
morrido? – Pergunto a mim mesmo enquanto chorava. Uma ideia veio a minha
cabeça. – Claro... só pode ter sido a Julieta! – Eu tiro essa conclusão
sozinho. Eu me levanto rapidamente e vou a caminho da casa de Julieta.
(CENA 6 – Tarde / Apartamento de Jhonatan e Kauan)
P.O.V Kauan
(Estava deitado no sofá da sala até ouvir o Jhonatan me chamando.)
Jhonatan – Kauan! – Ele grita, me
chamando ao quarto dele. Eu vou até lá.
Kauan – O que foi meu amor? –
Pergunto fazendo biquinho.
Jhonatan – Eu estou com vontade de
sair daqui. – Ele diz.
Kauan – Bom, nós podemos ir para a
praça ou um parq... – Eu digo até ele me interromper.
Jhonatan – Não! Não é nesse tipo
de “sair” que eu estou falando. Eu quero viajar para outro estado, como o Rio
de Janeiro, mas eu quero que você também vá comigo. – Ele diz um pouco sério.
Kauan – Sim! Claro que sim meu
amor, eu farei tudo o que você disser ou quiser. Eu irei ir para aonde você
for, certo? – Eu digo e ele me puxa para um beijo, um pouco parecido ao o que
tivemos no hospital. Nossos lábios se afastam por falta de ar.
Jhonatan – Então é bom ir
arrumando as suas malas porque você irá hoje mesmo comigo. – Ele diz alegre e
se levantando da cama. – Alex, prepare as minhas coisas enquanto eu vou ajudar
o Kauan. – Ele ordena ao “Alex”.
Alex – Tudo bem, Jhonatan. – Ele
diz um pouco sério.
P.O.V Alex
Pensamento: Alex – Quem ele pensa
que é para me exigir isso? Eu sou o seu enfermeiro, não o seu empregado. –
Penso estressado.
(Jhonatan e Kauan saem do quarto, Alex começa a arrumar a mala de
Jhonatan.)
Alex – Bando de inúteis, nem para
guardar essas roupas servem. – Reclamo sozinho. Eu vejo uma roupa cobrindo
algo, curioso, resolvo tirá-la de cima. – Ah, os remédios do Jhonatan. Aqueles
dois são tão bagunçados que até isso podem esquecer. – Digo e quase coloco os
remédios na mala. Uma ideia vem na minha cabeça e eu escondo os remédios do
Jhonatan.
(Começa a tocar “RR Dramatica 2” de Roberto Roffiel del
Rio como música incidental.)
Pensamento: Alex - Quanto mais
estresse mais efetividade no plano... – Penso com um sorriso “maquiavélico” no
rosto.
(CENA 7 – Tarde / Delegacia do Rio de Janeiro)
P.O.V Valentina
(Eu estava escorada nas grades da cela até chegar a carcereira. Ela
abre a minha cela.)
Carcereira – A sua advogada veio
falar contigo! – Ela diz com uma cara fechada, achava até assustadora na
verdade. Eu não falo nada e vou para a sala de visitas.
Valentina – Joana! – Eu digo
alegre em vê-la. Eu vou correndo abraçá-la, mas ela me “trava” com as duas
mãos.
Joana – Dra. Vega para você! – Ela
exclama com uma cara fechada e bastante chateada.
Valentina – Joana, por favor, não
faz isso comigo. – Eu imploro a ela.
Joana – Eu não estou fazendo nada
contigo, Valentina. Foi você quem me magoou completamente com as suas palavras!
– Ela grita nervosa.
Valentina – Joana, por favor, me
perdoa. – Eu digo chorando um pouco.
Joana – Não, Valentina. Já deu na
época que eu era humilhada por tudo e por todos. – Ela fala uma coisa um pouco
parecida ao o que eu disse sozinha em casa. – Há muito tempo atrás eu fui
completamente abandonada pelo um maldito. Ele me deixou com um filho para
cuidar, sozinha. Eu era tão inocente, achava que ele me amava... Nunca achei
que um dia ele fosse me abandonar... Mesmo com todas essas dificuldades e
humilhações eu consegui me reerguer. Por isso eu não tenho mais que passar por
nenhuma humilhação e você muito menos deve ficar implorando para mim. Por isso
eu digo que esse não é o caminho – Ela desabafa.
Valentina – Joana, eu não estou me
humilhando. Eu só quero o seu perdão. – Eu digo chorando.
Joana – Não, Valentina. Você não
me entendeu, eu não posso mais continuar lhe ajudando. Você ainda continua
casada com o pai do meu filho. – Ela grita.
(Começa a tocar “RR Dramatica 4” de Roberto Roffiel del
Rio como música incidental.)
Valentina – Por isso eu lhe pedir
ajuda, para me divorciar do Mi... – Eu me interrompo para raciocinar. Tiro a minha
própria conclusão. – O Miguel é o pai do seu filho? Ou melhor, o Miguel tem um
filho? – Pergunto nervosa.
Joana – Sim, Valentina. Eu sou a
mãe do único filho dele, Diego. – Ela diz nervosa.
(CENA 8 – Tarde / Casa de Julieta)
P.O.V Julieta
(Eu estava deitada perfeitamente na minha cama. Minha empregada me
chama desesperada e gritando.)
Sophia – Senhora! – Ela grita e
repete várias vezes, desesperada.
Julieta – O que foi criatura? Não
vê que estou ocupada? – Eu grito irritada.
Sophia – A policia está chamando a
senhora. – Ela diz.
Julieta – O que? – Pergunto
preocupada.
Sophia – Sim, eles disseram que
estão atrás de você pelo o assassinato de Clara Martins. – Ela fala e eu fico
ainda mais nervosa.
Julieta – Não! Isso não é
verdade... – Eu falo completamente fora de si. – Sophia! Comece a arrumar as
minhas malas, rápido! – Grito nervosa.
P.O.V Daniel
(Eu estava chegando na casa de Julieta e vejo a policia em frente a
porta da sua casa.)
Policial – Senhor! Você não pode
passar. – Ele grita.
Daniel – Perdão, mas chegou a hora
do meu acerto de contas. – Eu digo furioso. Eu passo da “barragem” dos policias
e eles não tentam mais me impedir. Eu dou um chute na porta, o que faz com que
ela caia rapidamente.
(Começa a tocar “RR Dramatica 5” de Roberto Roffiel del
Rio como música incidental.)
(Eu entro na casa de Julieta.)
Policial – Senhor! – Ele grita.
Daniel – Me deixa, eu sei o que
estou fazendo! – Eu grito de volta.
(Eu subo as escadas e chego ao quarto de Julieta, ela estava sozinha se
encarando frente a frente ao seu espelho.)
Julieta – Eu estava a sua espera.
– Ela diz confiante.
Daniel – Você é uma desgraçada...
– Falo nervoso.
Julieta – Eu sei o que veio fazer
aqui, atrás de saber se eu tenho algo a ver com a morte da sua irmãzinha, né? –
Ela diz cinicamente e se vira de frente para mim.
Daniel – Eu conheço você, Julieta.
Você nunca sujaria as suas mãos com sangue, principalmente enquanto estava em
Nova York. Por isso eu lhe peço, ou melhor, eu te exijo que você me diga agora quem
matou a minha irmã! – Grito nervoso.
Julieta – Se acalma, querida. Eu
vou te dar uma maracugina para você se acalmar. – Ela diz ainda cínica, mas
parecia ter perdido a razão.
Daniel – Eu exijo que me diga quem
matou a Clara! – Eu grito furioso. Eu puxo ela pelo o seu braço fortemente e o
aperto. Ela basicamente estava colada ao meu lado.
Julieta – Eu nunca vou lhe dizer,
você não merece saber disso. Além do mais eu não sei o porquê você está tão
preocupado, você sempre odiou a Clara por lhe ter “roubado” o Jhonatan. – Ela
diz cinicamente.
Daniel – Você já chegou ao meu
limite, Julieta! – Grito furioso e fora de si. Eu pego a arma que estava no
bolso dela e aponto para a cabeça dela.
Julieta – Você é um covarde,
Daniel. Sei que nunca teria coragem de disparar uma arma, principalmente se
fosse na sua “chefa”. – Ela diz confiante.
Daniel – Você tem certeza? Além do
mais eu já matei o meu chefe, que pelo o que eu me lembre era o seu marido, ou
você vai me dizer que esqueceu quem mandou o matar? – Digo afrontando-a.
Policial – Julieta, nós só daremos
mais 5 minutos para você sair. – Ele ameaça.
Julieta – Daniel, eu não tenho
mais muito tempo. Se você me ajudar a fugir eu juro que lhe direi quem matou a
sua irmã, mas antes disso você tem que escapar comigo. – Ela faz uma proposta
rapidamente.
Daniel – Eu só aceitarei se você
me ajudar com a vingança ao homem que me iludiu completamente e ao seu amigo
insuportável. Jhonatan e Kauan. – Eu digo rancorosamente.
Julieta – Por mim tudo bem, mas
desses dois eu já tenho uma ótima ideia há muito tempo. – Ela diz confiante.
Nós apertamos as mãos como forma de concordância.
Sophia – Senhora, as suas malas já
estão prontas. – Ela diz rapidamente.
Julieta – Ótimo. Daniel, me ajude
a fugir pela a janela. Já você, Sophia... eu não tenho muitas notícias boas. –
Ela diz. Julieta simboliza com a cabeça para eu “aniquilar” a empregada dela.
Sophia – O que a senhora está
dizendo com isso? – Ela pergunta preocupada. Eu aponto a arma para a Sophia.
Julieta – Perdão, Sophia. Eu não
gosto de permanecer com cúmplices. – Ela diz cinicamente.
Sophia – Eu nunca fiz nada para a
senhora, por que está fazendo isso comigo? – Ela diz chorando. Eu destravo a
arma que estava apontada para a cabeça dela.
Julieta – Como eu havia falado,
perdão. – Ela diz calmamente. Ela simboliza com a cabeça para eu realizar o
tiro.
(Eu puxo o gatilho e atiro a
queima-roupa contra a cabeça de Sophia, ela cai morta no chão.)
Julieta – É desta maneira que eu
quero que você aja, Daniel. Se você continuar assim eu e você poderemos voltar
com as nossas “brincadeirinhas” ... – Ela diz com um sorriso malicioso.
Daniel – Para de falar essas
baboseiras e desça logo pela a janela, não temos muito tempo, principalmente
agora com o barulho desse tiro. – Digo rapidamente.
Julieta – Certo, mas espero que
não se esqueça que a “rainha do tráfico” aqui sou eu, ok? – Ela diz e desce
pela a janela. Eu vou junto a ela e desço também logo em seguida.
(CENA 9 – Tarde / Delegacia do Rio de Janeiro)
P.O.V Valentina
(Eu estava perplexa com o que ela tinha me falado.)
Valentina – Por que você nunca
tinha me falado sobre isso? – Eu pergunto preocupada.
Joana – Medo, eu tinha medo de
dizer que já tive um filho com o seu marido. – Ela diz nervosa.
Valentina – Ex! Ele já é o meu
ex-marido. – Digo confiante.
Joana – Agora você entende o meu
ponto de vista? – Ela pergunta triste.
Valentina – Claro que entendo,
isso jamais teria passado pela a minha cabeça. – Eu digo. Ela se levanta e
rapidamente me abraça.
Joana – Me perdoa! Me perdoa,
Valentina! – Ela diz nervosa e quase chorando.
Valentina – Joana, você disse que
jamais ia se humilhar novamente, por isso eu não quero que você chore. Além do
mais eu é quem devo que te pedir perdão, eu fui quem te maltratei naquele dia
e... – Eu falo e ela me interrompe.
Joana – Eu não estou falando
daquilo, estou falando disso... – Ela diz nervosa e me rouba um beijo.
(Começa a tocar “Jamás Abandoné” de Laura Pausini como
música de fundo.)
(O beijo foi bem demorado, mais do que eu esperava. O mesmo beijo deve
ter continuado por uns 10 segundos, eu tentava rejeitar, mas algo dentro de mim
me impedia. Depois disso nós duas afastamos os nossos lábios por falta de ar.)
Joana – Valentina, eu... – Ela
tenta pedir desculpas, mas eu a interrompo colocando os meus dois dedos nos
lábios dela em prol a “silêncio”.
Valentina – Você não precisa dizer
nada, Joana. A sua ação já mostrou bastante coisa... – Eu digo alegre. Ela,
emocionada, me abraça e chora no meu ombro.
(CENA 10 – Noite / Aeroporto de Guarulhos)
P.O.V Jhonatan
Kauan – Três passagens para o Rio
de Janeiro, por favor. – Ele diz educadamente a atendente.
Jhonatan – Amor, isso ainda vai
demorar muito? Quero ir no banheiro. – Eu pergunto “apertado”.
Kauan – Pode ir, Jhon. Porém eu
quero que você tenha cuidado. – Ele diz me dando um selinho rápido.
Jhonatan – Eu já estou indo... –
Eu digo e vou ao banheiro.
(No banheiro.)
Jhonatan – Ufa! Já estava muito
apertado... – Digo isso e fecho o zíper da minha calça. – Que barulho é esse? –
Eu escuto um barulho de passos.
Daniel – Julieta! Olha bem se não
tem ninguém vindo para cá. – Ele diz nervoso. Era o Daniel?
Julieta – Calma, eu já tranquei a
porta. – Ela diz mais calma.
Daniel – Então... quem matou a
minha irmã? – Ele diz calmamente.
Pensamento: Jhonatan – Se esse for
o Daniel... ele quer dizer que a Clara está morta? – Penso um pouco nervoso.
Julieta – Isso não é o mais
importante agora, nós temos que pensar em como vamos fugir daqui de São Paulo
com todas essas drogas. – Ela diz nervosa.
Daniel – Drogas? – Ele pergunta
assustado. – Como assim você trouxe as drogas? Você é burra por acaso? – Ele
diz nervoso.
Julieta – Eu sou a “rainha do
tráfico”, isso é o que não podia faltar. O meu único medo é na revista dos
policiais, já que o nosso avião/jato é particular. – Ela diz mais calma.
Pensamento: Jhonatan – Drogas?
Rainha do tráfico? Do que eles estão falando? – Eu começo a sentir uma tontura
estranha e uma vontade enorme de extrair algo de dentro de mim.
Daniel – Eu sei, Julieta. Mas eu
quero saber agora mesmo, quem matou a Clara? – Ele pergunta nervoso.
Julieta – Você quer saber quem
foi? Pois bem, foi o Miguel, o marido da minha maldita enteada. – Ela diz
nervosa.
Daniel – O que? Quem é Miguel e o
que ele t... – Foi a última coisa que eu escutei antes de minha visão ficar
escura e eu ter desmaiado.
P.O.V Daniel
Daniel – Que barulho foi esse? –
Escuto algum barulho vindo das cabines com os vasos sanitários.
Julieta – Isso é sangue?! – Ela
diz em choque e aponta para o chão, onde tinha uma poça de sangue. Não parecia
sangue normal e sim vômito.
Daniel – Vamos sair logo daqui.
Temos que ir pro Rio de Janeiro o mais rápido possível. – Digo apressadamente.
Julieta – Certo... vamos! – Ela
diz e nós saímos de lá.
P.O.V Kauan
(Eu já tinha comprado as passagens e tudo, mas o Jhonatan estava
demorando demais. Eu estava sentado em um banco e me surpreendi ao ver o Daniel
e a tal da Julieta saindo do banheiro. Eu, então assustado, vou até o
banheiro.)
Kauan – Isso é sangue?! – Eu disse
ao ver um sangue saindo da cabine do vaso sanitário. Desesperado, eu arrombo a
porta em que saia esse sangue. – Jhonatan?! – Eu digo em choque e apavorado.
CONTINUA...
CONTINUA...
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